No entanto ha que lembrar, se isentos quisermos ser,
Portugal conseguiu com Guterres descer a inflação dos níveis superiores a 10% registados no início dos anos 90 para valores controlados (abaixo dos 5%) na segunda metade da década, um requisito obrigatório para integrar o Euro.
Quanto aos valores do PIB per capita em dólares americanos correntes registados pela Portugal GDP Per Capita (1960-2026) - Macrotrends:
Antes de ser secretario geral da ONU foi Alto Comissario da ONU para os Refugiados por 10 anos em dois mandatos de cinco anos.
Liderou a agência em tempos muito exigentes, respondendo a crises graves de refugiados na Síria, Iraque, Iémen e em vários países africanos como o Sudão do Sul.
Promoveu mudanças estruturais no ACNUR para tornar a resposta humanitária mais eficaz.
Assim, durante a década em que Guterres esteve à frente do ACNUR, o volume de atividades da organização triplicou e o número total de pessoas deslocadas por conflitos e perseguições passou de cerca de 38 milhões em 2005 para mais de 60 milhões em 2015. As crises mais marcantes do período incluíram:
Para lidar com estas frentes múltiplas e complexas, Guterres implementou mudanças estruturais significativas na gestão da agência:
De junho de 2005 a dezembro de 2015, liderou pois uma das principais organizações humanitárias do mundo durante a maior parte das crises mais graves de deslocamento em décadas.
Os conflitos na Síria e no Iraque e as crises no Sudão do Sul, na República Centro-Africana e no Iémen levaram a um aumento considerável das atividades do ACNUR, como se viu acima.
Lembremos que esteve fortemente envolvido no esforço internacional para resolver a crise em Timor-Leste.
Como presidente do Conselho Europeu no início de 2000, Guterres liderou a adoção da Agenda de Lisboa para o crescimento e o emprego e copresidiu a primeira cimeira União Europeia-África.
Foi membro do Conselho de Estado Português de 1991 a 2002.
Deixemos apontamentos de um seu discurso no combate ao Covid o maior drama dos ultimos 50 anos com o qual se confrontou!
“Primeiro, suprimir a transmissão do coronavírus
….
Segundo: enfrentar a devastadora dimensão social e econômica da crise.
….
Terceiro: Recuperar melhor
…
Não podemos simplesmente voltar ao que era antes do ataque de covid-19, com sociedades desnecessariamente vulneráveis a crises. A pandemia relembrou-nos, da forma mais dura, do preço que pagamos pela fraqueza dos nossos sistemas de saúde, da proteção social e dos serviços públicos. Sublinhou e realçou as desigualdades, acima de tudo a desigualdade de gênero, deixando a descoberto a forma como a economia formal se tem sustentado à custa de um trabalho de assistência invisível e não remunerado. Colocou em destaque os correntes desafios dos direitos humanos, incluindo o estigma e a violência contra as mulheres.”
Guterres teve nesses terriveis tempos de de pôr à frente do exercito das pessoas da saude, da ciencia, da proteçao social e contra lideres protofascistas na presidencia por exemplo do Brasil ( Bolsonaro) e dos EUA ( Trump) que tudo fizeram para desvalorizar a ONU/ Organização Mundial da Saude gerando um acrescimo de milhoes de mortos e doentes graves!
E ainda aqui fica uma sintese do seu ultimo discurso enquanto secretario geral da ONU.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou esta terça-feira para uma “convergência de ameaças sem precedentes” no mundo, com mecanismos coletivos sob crescente pressão, novos centros de influência e uma crescente transferência de poder para empresas e particulares.
Num tom de advertência, Guterres deu início ao debate anual da Assembleia-Geral das Nações Unidas (UNGA), o seu último enquanto secretário-geral, no qual frisou que as fraturas no mundo atual estão a alargar-se e as "fissuras tornaram-se abismos".
Guterres recordou que, na última década, guerras irromperam com consequências devastadoras e arrastaram-se com uma "crueldade desprezível", em que civis tornaram-se alvos, os direitos humanos foram "pisoteados", a fome foi usada como arma e vários trabalhadores humanitários acabaram mortos.
"O direito internacional foi descartado. As divisões geopolíticas aprofundaram-se. As desigualdades intensificaram-se. A confiança desgastou-se. A crise climática passou de um alerta longínquo para uma realidade diária. E a inteligência artificial avançou a uma velocidade que apanhou de surpresa até mesmo aqueles que a criaram", apontou
"Não são crises isoladas. São capítulos da mesma história. A história do poder. Quem o detém. A quem é negado. Como é utilizado. E como está a mudar", acrescentou o líder da ONU.
A cerca de três meses de deixar a liderança das Nações Unidas, Guterres apontou críticas à forma como o poder está a ser remodelado, em que novos centros de influência económica, política e tecnológica emergiram entre Estados, mas em que se registou também uma extraordinária transferência de poder dos Governos para um pequeno grupo de empresas privadas e particulares.
"O seu alcance estende-se agora pela política, economia, fluxos de informação, desenvolvimento tecnológico e o espaço cívico de que as sociedades dependem", afirmou, sobre o poder detidos por empresários.
Observou ainda que os humanos estão cada vez mais a entregar poder às máquinas, "com agentes de inteligência artificial descontrolados" e "armas autónomas letais que passaram da ficção científica para a realidade militar".
No entanto, apesar das drásticas mudanças, considerou que as instituições e sistemas de governação global continuam a refletir as realidades de poder e os interesses de uma época "em grande parte passada".
"Este é o desafio crucial que enfrentamos. No preciso momento em que a humanidade enfrenta uma convergência de ameaças sem precedentes, os nossos mecanismos de ação coletiva estão sob crescente pressão", declarou.
Na sede da ONU, em Nova Iorque, o antigo primeiro-ministro de Portugal indicou que caminhar para um mundo multipolar é um movimento irreversível, mas apelou a que seja uma multipolaridade em rede, com um mundo construído sobre a interdependência "e sustentado por uma densa teia de ligações económicas, políticas, sociais e tecnológicas".
Um mundo assim, na visão do líder da ONU, pode ajudar a evitar tendências hegemónicas e aquilo a que chamou de "a Grande Fratura", ou seja, a divisão do mundo em dois blocos rivais com sistemas económicos, tecnológicos e de segurança separados.
"A construção deste futuro começa com o reconhecimento, especialmente por parte das superpotências, de que o seu poder não é tão super. O seu poder tem limites", observou.
Para isso, sustentou que os países não terão de começar do zero, uma vez que têm a Carta das Nações Unidas como uma base sólida.
Na verdade ser o secretario geral da ONU nao é sequer equivalente a ser um presidente da republica
Ele vive amarrado ao Conselho de Segurança à Assembleia Geral da ONU acabando por ter menos poder efetivo que o Alto Comissário para os Refugiados para agir!
E quanto aos Nobel da Paz basta vermos quem os ganhou nos ultimos 10 anos para constatarmos a sua politizaçao
Guterres é humano e porque essa é a sua visao nao percebeu que a guerra Russia/Ucrania é uma guerra tribal pela ocupação territorial e que a solução seria manter-se equidistante dos dois contendores e promover no maximo possivel negociaçoes de paz seguindo Francisco, Lula, e Ramaphosa
Esse foi o seu principal erro, colar-se a um dito ocidente envolvido na guerra até ao pescoço!