O amor ao risco na vida empresarial é em Portugal na casta politica inexistente sendo pelo contrario crentes num “capitalismo do apartamentozinho”

Assim, não existindo um número oficial absoluto e definitivo do total de apartamentos privados existentes em Portugal em 2026, pois a contagem exaustiva do parque habitacional completo é realizada apenas através dos Censos (o último Censos contabilizou cerca de 5,97 milhões de habitações familiares totaisno país), os dados estatísticos e indicadores de mercado mais recentes de 2026 mostram  a dimensão deste setor:

  • População em apartamentos: De acordo com os dados do Eurostat publicados em março de 2026, 49% da população em Portugal vive em apartamentos, ficando o restante parque habitacional maioritariamente distribuído por moradias.
  • Imóveis no mercado: No início de 2026, o Observatório do Imobiliário em Portugal revelou que estavam registados cerca de 87.122 imóveis disponíveis para venda ou arrendamento no mercado nacional, divididos entre apartamentos e moradias.
  • Novas habitações: O ritmo de construção continua ativo. Apenas nos primeiros sete meses de 2026, o número de habitações licenciadas em novos projetos atingiu 25.854 fogos.
  • Alojamentos Locais (AL): Focados no arrendamento temporário ou turístico de curta duração (que em grande parte operam em frações de apartamentos privados), o Registo Nacional contava com cerca de 112.000 unidades de AL ativas em Portugal Continental em outubro de 2026.

Vejamos que a população residente é 11 424 031: e que temos 5970000 apartamentos = pelo que temos 1,91 residentes por apartamento!

Esta realidade levanta um outro problema que é alias o cerne da questao da habitação!

Entretanto estima-se que foram  construídas perto de 200.000 habitações por cooperativas em Portugal entre 1975 e 2026, segundo os dados históricos e projeções da Fenache (Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica), com o setor  a alojar cerca de 6% da população residente no país.

O "Boom" Cooperativo (Décadas de 1970 e 1980): O Movimento Cooperativo Habitacional (MCH) ganhou força logo após o 25 de Abril de 1974. Impulsionado pelo apoio estatal, linhas de crédito facilitadas e cedência de terrenos municipais, o setor viveu o seu auge, chegando a construir entre 8.000 e 12.000 fogos por ano nos períodos de maior produção.

A Desaceleração (Década de 1990): Embora a construção tenha continuado forte na primeira metade da década, começou a registar-se um declínio gradual devido à mudança do modelo de propriedade coletiva para a propriedade individual, além do surgimento do crédito à habitação bancário tradicional de fácil acesso.

Estagnação e Valores Residuais (Século XXI a 2026): Nas primeiras décadas do século XXI, a atividade das cooperativas caiu para valores residuais.

Perante a crise imobiliária, o modelo voltou a ser discutido politicamente (como o programa de 500 casas da Câmara Municipal de Lisboa), com  os projetos a  enfrentardificuldades em sair do papel.

O sentimento de apropriação privada superou a ideia da necessidade de construção em um modelo social e o sector cooperativo habitacional entrou em decadencia com o privatismo a mostrar-se incapaz de responder às necessidades dos Cidadaos

Assim,

  1. O "Boom" Imobiliário (Anos 80, 90 e início de 2000): Foi o período de maior expansão com quase metade (49,8%) de todo o parque habitacional atual do país tenha sido erguido após 1980.
  2. Só entre os anos de 2000 e 2004, Portugal registou uma média impressionante de 104 mil novas habitações por ano.
  3. A Grande Quebra (2010–2019): Após a crise financeira e a intervenção da Troika, a construção estagnou por completo e na  década de 2011 a 2021, apenas 110.784 edifícios (1178 habitaçoes ano) foram construídos no país inteiro (representando uns escassos 3,1% do total existente).
  4. A Lenta Recuperação (2020–2026): Nos últimos anos, a construção de novos fogos familiares começou a acelerar progressivamente, registando os seguintes números aproximados de habitações concluídas por ano:
    • 2021: ~19.926 habitações
    • 2022: ~21.047 habitações
    • 2023: ~22.280 habitações
    • 2024: ~24.666 habitações
    • 2025: ~30.425 habitações (o valor mais alto desde 2010)

Ora a realidade é que cerca de 70% dos portugueses vivem em casa própria e 23% a 26% ainda estão a pagar o financiamento ao banco, o que se traduz em cerca de 1,4 milhões de alojamentos familiares.

Apenas no ano de 2025, os bancos portugueses formalizaram 105 mil novos contratos de crédito para habitação própria permanente, impulsionados pelas novas medidas de apoio aos jovens e pela descida das taxas de juro.

Para entender tal cerca de 70% dos novos proprietários com crédito vão pagar a casa até aos 70 anos de idade.

É este privatismo individualista e nao social, herança desta “liberal” lusa cultura que gera o atual entrave para o crescimento da Oferta habitacional portugues pois uma população descapitalizavel so com uma visao social da vida pode corresponder às suas necessidades habitacionais e outras claro!

E nao deixa de ser divertido que até entre os mandantes haja tanta disparidade nos rendimentos obtidos com o seu rentismo !

 

 

 

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