A posição foi manifestada pelo bem conhecido  Carlos Maria Feijó, Coordenador do Grupo de Acompanhamento do Secretariado do Bureau Político do partido no Cunene, durante o encerramento da XI Conferência Ordinária Provincial, realizada em Ondjiva.

Perante 737 delegados vindos  de vários municípios, o responsável declarou  que a história do partido não é suficiente para dar a preferência do eleitorado ao Mpla.

Por isso defendeu que a legitimidade política deve ser conquistada de forma permanente através de resultados e propostas credíveis para a população.

Carlos Maria Feijó no encerramento realçou  que para ele o percurso histórico do MPLA é um património relevante, mas insuficiente para assegurar vitórias eleitorais num sistema democrático competitivo.

“Em democracia, a legitimidade de um partido não se herda. Conquista-se e renova-se, eleição após eleição. A História dá-nos autoridade moral, mas não nos dá votos automáticos”, afirmou o dirigente.Este dirigente defendeu  ainda que o reforço da organização interna é indispensável para a aceitação pública do  Mpla, resumindo a ideia com a premissa de que um partido que não se estrutura interiormente não consegue convencer a sociedade externa.

O IX Congresso Ordinário do partido, marcado  para Dezembro, foi apontado como um momento determinante para avaliar o desempenho do último mandato, renovar estruturas para  os próximos desafios

eleitorais.

Carlos Feijó defendeu um processo participativo, pautado pela disciplina e pelo cumprimento escrupuloso dos Estatutos.

Lembrou  que a unidade interna não implica o silenciamento das ideias.

“A unidade não significa silêncio, nem ausência de debate. A unidade constrói-se em três momentos: discute-se com lealdade, decide-se

democraticamente e age-se de forma coesa depois de tomada a decisão”, salientou.

O reforço da ética na função pública e partidária foi outro tema de destaque na intervenção.

Carlos Maria Feijó apelou a uma postura exemplar por parte

dos dirigentes, reprovando o uso do partido como meio para obter vantagens pessoais, cargos ou privilégios.

Como sabemos é mesmo assim que o Mpla funciona…!

Mas em tempos eleitorais este partido transforma-se no partido-anjo!

Coisa antiga!