Vejamos para compararmos os dados de primeiro semestre de 2025 (até 15 de julho):

Área ardida total: 10.768 hectares; Incêndios rurais: 3.370 ocorrências; Distribuição da área ardida: Povoamentos (3.762 ha), matos (4.736 ha) e agricultura (2.271 ha); Incêndios de grandes dimensões: 22 incêndios, que totalizaram 6.112 hectares (cerca de 57% da área ardida total). 

E agora o Primeiro Semestre de 2024:

O número de incêndios rurais no primeiro semestre de 2025 aumentou 68% face a 2024, com mais de três mil e duzentos incêndios este ano contra mil e novecentos no ano passado.

A área ardida em 2025 quase triplicou em comparação com os pouco mais de três mil e duzentos hectares que arderam no mesmo período de 2024. 

E assim, além da Saude, da Educação agora o descontrolo total nos Incendios florestais onde o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, depois do sr Montenegro veio garantir hoje  sexta-feira, 01.08,  que o Governo será "muito rápido a definir os termos dos apoios" que serão entregues aos afetados pelos mais recentes incêndios no país… vá de calar as bocas nao com cheques mas … com … apoios?

Aos jornalistas, o governante informou  que o Executivo "vai avaliar a situação" e promete decisões para a "próxima semana" e diz com uma suprema lata “Eu não venho para aqui com livros de cheques na mão para passar um cheque. É preciso definir. O que vamos é ser muito rápidos a definir os termos do apoio. Já na próxima semana isso será feito.

Se nao sao cheques entao que apoios serão?

Para Castro Almeida os apoios serao "abaixo de 10 mil euros", e para esse valor o Governo irá ser muito expedito.

"Não vamos estar a pedir papéis. É na base da prova testemunhal, vendo no local, com alguém da Câmara Municipal ou da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), define-se o valor e pagamos imediatamente", diz.

E 10 mil euros servem para quê?

Os apoios serao para  agricultores e as  famílias cujas casas foram danificadas pelas chamas (que o Governo assume como "prioridade").

Para as empresas do turismo da habitação, "haverá um apoio específico"…. De 10 mil tambem?

Haverá ainda "comparticipação" na reposição dos equipamentos municipais necessários, "Nós vamos ter de apurar caso a caso qual é que é o valor e pagar às pessoas diretamente - aos agricultores, aos produtores de mel, às pessoas que ficaram sem casa. É um dinheiro que nós vamos dar diretamente às pessoas e não às câmaras municipais", assinala.

Entretanto a presidente da Câmara de Arouca informou que numa primeira estimativa, o incêndio provocou um prejuízo superior a 10 milhões de euros, sem contabilizar as perdas na receita da atividade turística e para a imagem do município.

Nesta sexta, 01.08, estavam mais de 2600 operacionais, apoiados por 827 veículos e 23 meios aéreos, pelas 16h00, a combater incêndios rurais em Portugal continental, com destaque para as ocorrências em Moimenta da Beira, Vila Verde e Ponte da Barca.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, declarava às 16h00 seis incêndios (considerados "ocorrências significativas") os mais preocupantes no continente: três fogos em curso, em Moimenta da Beira, Vila Verde e Ponte da Barca, e três outros em resolução, em Arouca, Carregal do Sal e Penafiel.