Ronaldo, pelo seu trabalho, pela sua persistência, pela sua vontade indomável transformou-se num símbolo do futebol, levou pelas boas razões o nome de Portugal às quatro partidas do globo, criou a única marca verdadeiramente mundial portuguesa, contribuiu decisivamente para os êxitos da seleção nacional nas últimas duas décadas. É um extraordinário jogador, um homem integro, um empresário dinâmico, uma personalidade que nos honra fora de portas.
O que vos digo é o seguinte. Jorge Jesus que não sabe dirigir uma seleção deve sair. Ronaldo deve regressar.
Ronaldo não pode ser tratado de forma indigna, como o fazem o coro de comentadores televisivos, formado por três grupos de maldizentes: jornalistas de segunda, antigos jogadores e árbitros medíocres sem currículo que nunca ganharam qualquer prova de relevo e políticos, como André Ventura, que defendem as suas cores clubísticas sem qualquer tentativa de independência intelectual preferindo curvar a espinha e desempenhar o papel da Voz do Dono (his master’s voice). São estes indivíduos pequenos, ignorantes, sem vergonha que se rebolam a difamar Ronaldo, a destruir o que ele construiu para Portugal. Não se importaram de viver à custa da economia futebolística possível por causa de Ronaldo (dos patrocínios, das audiências que proporciona), mas na primeira oportunidade mordem a mão que os alimenta. Doentio.
Uma seleção, representa o nosso país, a sua missão não é ganhar a qualquer custo mas sim mostrar as virtudes das nossas gentes. Mostrar o que de melhor Portugal tem em termos desportivos. E Ronaldo é um dos melhores. Já correu mais? Sem dúvida. Já marcou mais golos? Pode ser. Mas a qualidade está lá. E quando for a hora de partir, deve fazê-lo com poupa, circunstância e com honras nacionais e nunca empurrado, escorraçado como um cão. É um símbolo de Portugal e merece todo o respeito.
Jesus deve sair, mas não sozinho. Pedro Proença e Rafael Leão, um jogador falhado sem chama afastado dos clubes porque passou e que joga agora num campeonato periférico. Leão apressou-se a apoderar-se do número de Ronaldo, o 7. Todos sabemos o poder da marca CR7. Pretender passar pelo 7 da seleção a Leão é verdadeiramente um crime económico e uma indignidade. Não sei se Leão é vítima, i.e. se foi obrigado a vestir a camisola 7, o que sei é que devia tê-lo recusado. Aliás as televisões focaram-no inúmeras vezes, não pela qualidade do seu jogo, que é nitidamente fraca, mas pelo atrevimento de se apossar do que lhe não pertence. Proença porque não tem mão no treinador, que está em roda livre, não tem mão na federação, e porque confunde resultados de curto prazo (ganhar à Dinamarca) à política de cabeça erguida de uma seleção digna e orgulhosa dos seus maiores.