Para o líder socialista, a proposta de reforma conduzirá também ao aumento da precariedade dos mais jovens e à instabilidade dos recursos humanos.
"Uma empresa que não aposta na estabilidade dos seus recursos humanos (...), no curto e no médio prazo, deixará de ser produtiva", afirmou.
Carneiro citou um artigo hoje publicado "de um grande economista, que vem dizer que as propostas laborais reduzem a competitividade e a produtividade das empresas portuguesas".
"Vale a pena, portanto, olhar para esse trabalho, para esse estudo, que é apresentado com dados objetivos sobre como esta lei laboral. Esta proposta de contrarreforma laboral, fundamentalmente, é perniciosa", vincou.
Aludiu ainda aos números "que, entretanto, saíram" sobre as pessoas que têm mais de 50 anos de idade, em relação à possibilidade de abrir a porta aos despedimentos sem justa causa e ao aumento da precariedade dos mais jovens".
Na quinta-feira, uma fonte da direção do PS adiantou à Lusa que o partido votará contra a revisão da legislação laboral na generalidade, se a proposta que chegar Parlamento mantiver "as suas traves-mestras".
"No caso de a AD se associar ao Chega para uma aprovação na generalidade, o PS não se eximirá a apresentar as propostas de alteração com os mesmos propósitos com que a UGT obstou no processo até agora decorrido em sede de Concertação Social", referiu a mesma fonte à Lusa.
A proposta de lei do Governo foi aprovada na quinta-feira, em Conselho de Ministros, e, segundo a ministra do Trabalho, contempla "mais de 50 alterações" ao anteprojeto inicial, das quais 12 provenientes da UGT.