Os Estados Unidos impuseram-lhe sanções, um tribunal militar congolês condenou-o à revelia e o governo de Kinshasa aplaude.
Este ex ditador não recua e em comunicado divulgado na sexta-feira, 01.05, Kabila classificou as sanções estadunidenses como “profundamente injustificadas”Rejeitou pois as acusações de Washington de que teria financiado e apoiado politicamente grupos armados no leste do Congo, incluindo os rebeldes do M23 — movimento que os Estados Unidos apontam como um dos principais motores da instabilidade na região dos Grandes Lagos.
Para Kinshasa, as sanções são uma vitória e por isso o governo congolês saudou a decisão, vendo nela um instrumento que corta o financiamento e o apoio logístico a grupos que alimentam um dos conflitos mais mortíferos do continente africano.
Mas o cerco a Kabila não é apenas diplomático pois um tribunal militar congolês já o condenou à revelia por alegada cumplicidade com o M23 e a sua ala política, o Congo River Alliance.
Assim Kabila está impedido de regressar ao país e de reentrar na vida política.
Esta ofensiva insere-se num quadro mais amplo pois Washington já tinha sancionado o Ruanda anteriormente, no âmbito de esforços para impulsionar um acordo de paz entre o M23 e o governo congolês