Kabila  um ditador a menos

Joseph Kabila, filho do tambem ditador Laurent Desiré Kabila, um ex líder totalitário da República Democrática do Congo durante quase duas décadas, vive um momento de grave crise. 

Os Estados Unidos impuseram-lhe sanções, um tribunal militar congolês condenou-o à revelia e o governo de Kinshasa aplaude.

Este ex ditador  não recua e em comunicado divulgado na  sexta-feira, 01.05, Kabila classificou as sanções estadunidenses como “profundamente injustificadas”Rejeitou pois as acusações de Washington de que teria financiado e apoiado politicamente grupos armados no leste do Congo, incluindo os rebeldes do M23 — movimento que os Estados Unidos apontam como um dos principais motores da instabilidade na região dos Grandes Lagos.
Para Kinshasa, as sanções são uma vitória e por isso o governo congolês saudou a decisão, vendo nela um instrumento que  corta o financiamento e o apoio logístico a grupos que alimentam um dos conflitos mais mortíferos do continente africano.
Mas o cerco a Kabila não é apenas diplomático pois um tribunal militar congolês já o condenou à revelia por alegada cumplicidade com o M23 e a sua ala política, o Congo River Alliance.

Assim  Kabila está impedido de regressar ao país e de reentrar na vida política.
Esta ofensiva insere-se num quadro mais amplo pois Washington já tinha  sancionado o Ruanda anteriormente, no âmbito de esforços para impulsionar um acordo de paz entre o M23 e o governo congolês