Dividido pela fronteira entre os EUA e o Canadá, o estado de Nova Iorque e Ontário administram cada um a sua própria porção do leito e da costa do lago.
Os EUA e o Canadá gerem-no em conjunto através da Comissão Conjunta Internacional e do Acordo sobre a Qualidade da Água dos Grandes Lagos.
Trump pode unilateralmente alterar o nome de uma região geográfica para uso oficial do governo federal dos EUA, como fez por meio de uma ordem executiva naquele caso — mas ele não tem autoridade para ditar como os outros países ou órgãos internacionais a denominam.
Na terça-feira, Trump também rejeitou as alegações do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, de que os EUA estariam a ameaçar o uso da língua francesa no Canadá, em detrimento do inglês, como parte da guerra comercial em curso
Trump nega e diz "jamais interferiria com canadenses que falam francês".
"Nunca me passou pela cabeça fazer uma coisa tão estúpida. Essa mentira foi inventada por um primeiro-ministro fraco e ineficaz, numa tentativa de ganhar apoio político, que ele já perdeu completamente, do povo de Quebec. Eu amo os canadenses francófonos!", publicou Trump em sua rede social.
Durante uma conferência de imprensa Carney afirmou que um dos motivos para o fracasso das negociações comerciais com os EUA foi o fato de o governo Trump querer que o Canadá mudasse a forma como utilizava a língua francesa.
"Essa não foi a nossa escolha. Estávamos prontos e perto de um acordo abrangente que seria justo para ambos os países. Mas eles fizeram mudanças, incluindo ameaças à língua francesa, à cultura quebequense e à cultura canadense. Isso é inaceitável. Isso jamais será aceitável", disse Carney.
Carney esclareceu num evento na segunda-feira que os seus comentários sobre a língua e a cultura francesa se referiam à oposição dos EUA às leis de Quebec que exigem que os serviços de streaming ofereçam uma certa quantidade de conteúdo em francês e que todos os produtos vendidos na província tenham rotulagem bilíngue.
O presidente republicano não pode obrigar o Canadá ou cidadãos de ambos os lados da fronteira a seguirem suas convenções de nomenclatura preferidas.
E a sua mais recente ideia de marca so evidencia o quanto sua retórica e política comercial têm prejudicado a relação antes cordial entre Washington e Ottawa.
O como lamentamos os silencios dos representantes das Democracias europeias face às totalitárias visoes de duck Trump !