Este responsavel da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) entende que Montenegro também tem responsabilidade na saída da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral mas que a saída era incontornável.

"… Havia uma total impreparação da senhora ministra para assumir esta pasta. Há uma responsabilidade direta do primeiro-ministro, que é quem escolhe os ministros e quem os mantém. Parece-me agora importante que se escolha a pessoa certa para um Ministério complexo e exigente, mas a verdade é que a senhora ministra não era a pessoa certa no lugar, mas também não podemos ignorar a responsabilidade global do Governo e do seu primeiro-ministro".

Para este sindicalista da ASPP o /a MAI o proximo ( a abater…?) terá de ser “Alguém que tenha peso político, alguém que perceba da matéria, alguém que possa influenciar o primeiro-ministro naquilo que é a ação governativa. Parece-me muito importante não só alterar o perfil da pessoa que está à frente do Ministério, mas alterar as políticas, ir ao encontro daquilo que são as reivindicações legítimas por parte dos sindicatos e das associações", declarou Paulo Santos que lembra a “ total descapitalização do seu efetivo, falta de investimento e um incumprimento do Governo, por um acordo que foi celebrado".

Esta é a primeira demissão do XXV Governo PSD/CDS-PP liderado por Montenegro, pouco mais de oito meses depois da sua posse, a 05 de junho de 2025.

A demissão da ministra da Administração Interna aconteceu na véspera do debate quinzenal no parlamento de hoje  quarta-feira, 11.02, que deverá ficar marcado pela atuação do Governo na resposta às consequências do mau tempo que causou 15 mortes em Portugal nas últimas duas semanas.

Com 68 concelhos em situação de calamidade até domingo, Montenegro responderá à oposição, que criticou a atuação do executivo, na  resposta à depressão Kristin, com vários partidos a pedirem precisamente a demissão da ministra da Administração Interna.