Ao ponto de ameaçar com mais tarifas sobre os países que apoiem a Gronelandia fora dos EUA

E a situação merece que recuemos a Henry Kissinger que sempre entendeu a União Europeia com fortes restrições num mix  de realismo e pragmatismo mas sempre pronto para a anular

* O mito do "número de telefone": A frase frequentemente citada, "A quem eu ligo se quiser ligar para a Europa?", destaca a frustração de Kissinger com a divisão europeia, embora ele provavelmente se referisse à falta de coordenação eficaz em política externa, e não a um número literal.

Como mestre da Realpolitik, Kissinger concentrou-se nos Estados e nos equilíbrios de poder, encarando as aspirações federais da UE com ceticismo e preferindo interações com nações europeias individuais e poderosas.

Assim em 1973, lançou a iniciativa "Ano da Europa", instando os europeus a definirem seu papel e contribuições para a relação atlântica, reconhecendo sua crescente força, mas exigindo uma parceria clara.

Inicialmente, Kissinger opôs-se ao Brexit, temendo a fragmentação.

Mas foi-se tornando-se num  apoiante, vendo um Reino Unido pós-Brexit como uma ponte crucial entre os EUA e uma UE potencialmente isolada, uma "grande oportunidade" para os EUA.

A influência de Kissinger

O seu foco nos interesses estadunidenses e no equilíbrio de poder influenciou significativamente a política externa dos EUA  em relação à Europa, incentivando a força e a ação independente, mas frequentemente dentro de alianças tradicionais.

Bem agora havera uma espécie de número de telefone, “mas se os Estados Unidos  quiserem negociar com a Europa não é certo qual será a voz", disse Kissinger,  adiantando que além de Ashton existem outros dirigentes europeus que falam  em nome da União. 

O antigo secretário de Estado estadunidense(1973-77) considerou que  "ainda que exista o telefone e que o atendam, a resposta nem sempre é muito  clara". 

"A Europa tem a capacidade de ser uma superpotência, mas não tem a organização  nem, até agora, o conceito, para ser uma superpotência", disse. "E, para  a ideia europeia, isso é um desafio",

E daí a importância desta ideia de fazer da Gronelândia um factor de crise no seio de uma instituição que se diz defensiva que desta feita se dividirá entre EUA e à UE