Para este media alemão o presidente Lula da Silva é o principal líder latino-americano a confrontar abertamente o governo de Donald Trump.

A matéria, intitulada “O homem que enfrenta Trump”, descreve a postura do lider  brasileiro como um PR firme face  às  recentes imposições feitas pela Casa Branca.

“Há muito tempo, os EUA não interferiam tão descaradamente nos assuntos internos de um país latino-americano como agora no Brasil. Mas ninguém está desafiando Trump tão abertamente quanto o presidente Lula”, realça  o texto do jornal alemão, que circula em Munique e é um dos mais influentes da Europa.

O confronto ganhou força após a imposição de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. A medida, anunciada pelo governo Trump, foi interpretada em Brasília como uma tentativa de coerção política e economica, e obrigou o Palácio do Planalto a montar uma resposta articulada para proteger setores estratégicos da economia.

A reportagem do Süddeutsche Zeitung explica  que o confronto vai além das tarifas e enquadra  pressões diretas de Washington sobre o governo Lula.

Segundo o jornal, o presidente estadunidense teria apresentado uma lista de exigências ao Brasil: a flexibilização das políticas sobre metais raros, o recuo no fortalecimento do bloco dos Brics, e até mesmo interferências diretas na política interna — como a amnistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, além do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Perante tal  Lula adotou um discurso de defesa da soberania nacional, argumentando que o Brasil não aceitará ingerências externas.

Nos bastidores do governo, a avaliação é de que ceder às pressões colocaria em risco a autonomia diplomática e enfraqueceria as instituições democráticas do país.

O media  alemão ainda releva  que Lula se tornou um dos últimos líderes do Sul Global com peso político suficiente para confrontar a agenda de Trump.

O fortalecimento dos Brics, a política ambiental independente e a busca por parcerias fora do eixo tradicional Washington-Bruxelas são vistas como pontos centrais de atrito com a gestão estadunidense.

O texto do Süddeutsche Zeitung também reflete uma crescente preocupação europeia com o rumo da política externa dos Estados Unidos, e vê no Brasil um polo de resistência relevante na América Latina.

E claro mais uma bofetada bem direta à sra Leyen e à sua Comissão Europeia que realmente nao se entende que nao se tenha demitido!

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