O MURPI mostrou  que o bónus fica aquém do que seria desejável, uma vez que "não toca a todos os reformados e todos os reformados que têm pensão descontaram enquanto trabalharam".

À TSF, a presidente Isabel Gomes explica que a confederação pretende obter "uma verba que venha aumentar a reforma" ao invés de um valor "que apenas é entregue num mês".

"Dá ideia de que nós só temos direito a comer pelo Natal", diz esta responsavel dedo apontado lembrando os  que nao receberao!

O MURPI propõe um "aumento intercalar das pensões" com retroativos a partir de julho deste ano.

Isabel Gomes estabelece esse aumento num valor de "50 euros mensais para todas as pensões", que é suposto já estar em vigor no mês de dezembro - altura em que começam a ser pensados "os aumentos para o próximo ano".

O MURPI convocou uma concentração que deverá acontecer na Praça de São Bento, em frente à Assembleia da República, em Lisboa, no dia 25 de setembro.

Desta forma, a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos pretende dar voz à necessidade de outro tipo de ajudas.

A presidente explica que é o caso da "gratuitidade dos medicamentos" - algo "fundamental", considerando que a faixa etária mais envelhecida está "a passar um mau bocado".

Isabel Gomes destaca ainda "o acesso ao transporte público" ou até mesmo "a necessidade de uma rede pública de lares e um maior apoio domiciliário".

"Dá-nos a ideia de que o primeiro-ministro não vive no mesmo país que nós e não sente as dificuldades de quem trabalha uma vida inteira", remata a presidente do MUPI.