A brutalidade vivida acompanharam as celebrações do 92.º aniversário de Jonas Savimbi, fundador da UNITA, e deram origem a acusações entre o principal partido da oposição e as forças de segurança.
A UNITA acusou a Polícia Nacional de ter cercado a sua sede provincial no Uíge e de ter reprimido com violência os militantes que se encontravam concentrados para um acto político de massas.
Os confrontos provocaram pelo menos 31 feridos, dos quais dez em estado considerado grave e este episódio aumentou a tensão política e suscitou preocupações sobre a manutenção da ordem pública durante actividades partidárias.
O Conselho de Segurança Nacional é o órgão de consulta do Chefe de Estado em matérias relacionadas com a condução da política e da estratégia de segurança do país.
A sessão deverá contar com a presença dos ministros de Estado da Casa Civil e da Casa Militar do Presidente da República, dos ministros da Defesa Nacional e do Interior, bem como dos respectivos comandantes-gerais dos órgãos de defesa, segurança e ordem pública.
A preparação das próximas Eleições Gerais, previstas para 2027, deverá igualmente integrar o enquadramento estratégico da reunião pois a aproximação do processo eleitoral coloca na mesa a capacidade das instituições de garantir condições de segurança e estabilidade durante as diferentes fases do processo.
Neste contexto, a avaliação dos recentes episódios de tensão política poderá assumir particular importância na definição das medidas a adoptar pelas estruturas de defesa, segurança e ordem pública nos próximos meses.
A reunião será orientada por João Lourenço enquanto Comandante-em-Chefe, devendo o Conselho de Segurança Nacional produzir orientações sobre as matérias relacionadas com a segurança e estabilidade do país.