“Sobre o Marquês de Pombal existe muito fumo, uma neblina. Sobre o Marquês de Pombal foi dito isto e o seu contrário. Tanto fazem dele um ditador como um democrata, percursor da modernidade.

A sua figura tornou-se um paradoxo”, explica o historiador português José Eduardo Franco, director do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL), da Universidade de Lisboa.

 Para José Eduardo Franco, é possível que se venha a comprovar que o Marquês de Pombal tinha origens africanas, como sugeriram alguns historiadores e como propõe a visão artística de J Ricardo Rodrigues. Aconteceu com o Padre António Vieira – e depois de ter ficado provado que Vieira era mestiço, olhou-se de outra maneira para todo o seu percurso no Brasil e as suas ideias de um grandioso quinto império, a que Portugal estaria predestinado para espalhar a palavra de Deus por todo o mundo.

“É um facto histórico que a escravatura foi proibida em Portugal e que o Marquês de Pombal acabou ainda com a cidadania de segunda, promovendo a igualdade total, independentemente de raça ou de religião. Agora se esse trabalho dele teve a ver com ele ter raízes africanas ou se foi apenas por ideologia, não sabemos”, diz José Eduardo Franco.

Em 1777, depois da morte de D. José I, o Marquês de Pombal foi demitido das suas funções no Estado e mais tarde acusado de abuso de poder e corrupção. Tinha já 80 anos quando foi condenado ao desterro e se afastou de Lisboa.

Morreu pouco tempo depois, no seu palácio de Pombal, em 1782.

 PNesses últimos anos, percebeu-se quantos inimigos tinha feito e o Marquês tornou-se uma figura caída em desgraça, maldita. J Ricardo Rodrigues encontrou, dessa época, um verso que circulava pela capital portuguesa, “Torna, torna marquês à Mata Escura”:

 

Solar do quinto avô, o arcediago,

Que da mãe Marta, por seu negro afago

Em preto fê cair tua ventura. (…)

Foste tenente rei da nossa Atenas,

Inspector do erário que bem pinga,

Vice papas nas leis, que injusto ordenas.

Amigos, e que tal? Cheira a catinga?

Pois é quem governou por nossas penas

Um quinto neto da rainha Ginga

 

Na verdade o Imperio e a mestiçagem nao sao temas facilmente integraveis por complexo racista da larga maioria dos descendentes do velho do restelo!

No  verso acima põ-se  o Marquês de Pombal como  descendente de africanos – fosse de uma escrava “mãe Marta” ou de uma “rainha Ginga”, pelo que era “preto”.

Nós entendemos que mais adequadamente seja descendente de Indigenas brasileiros

É difícil dizer se o “insulto” seria porque o Marquês era de facto mulato ou se era simplesmente porque ele tinha abolido a escravatura em Portugal, uma medida tão pioneira quanto incompreendida e que o tornava, na opinião pública, próximo dos “pretos”.

Para José Eduardo Franco, a descoberta de que o Marquês de Pombal era descendente de africanos, como no caso do Padre António Vieira, à luz da sociedade de hoje, num contexto de pluralismo, só viria a valorizar o Marquês de Pombal.

( https://www.buala.org/pt/vou-la-visitar/um-marques-de-pombal-mestico )

Acreditamos mais que entre os ascendentes de sua mãe estão as famílias Albuquerque, Moura e Cavalcanti, sendo descendente por duas linhas, uma delas matrilineal, da india brasileita tabajara Tindarena ou Tavira, batizada como Maria do Espírito Santo Arco Verde.

Para terminar é sabido que o Marquês de Pombal era Maçon!

Este “apagar de memoria”  nao é caso unico e deixemos o caso de Nilo Procópio Peçanha que assumiu a Presidência da República Brasileira após o falecimento de Afonso Pena a 14.06.1909 tendo governado ate 14.11.1910.

Entre outra atividade Nilo Peçanha foi e é  patrono da educação profissional e tecnológica no Brasil

 

A família vivia pobremente em um sítio no atual distrito de Morro do Coco, Campos dos Goytacazes.

Estudou na fac. de Direito de Sao Paulo e na fac. do Recife onde se formou!

 

Nilo tomou posse como professor na disciplina Direito das Gentes, Diplomacia e História dos Tratados (Direito Internacional Público) em 1891 na Faculdade Livre de Direito (uma das duas faculdades que deram origem à atual Fac. Nacional de Direito da UFRJ

Casou com uma descendente de famílias aristocráticas e ricas de Campos dos Goytacazes, neta do Visconde de Santa Rita e bisneta do Barão de Muriaé e do primeiro Barão de Santa Rita.

Foi um escândalo social, pois a noiva teve que fugir de casa para se casar com um pobre e mulato, embora político promissor.

Em 1889, Nilo participou de campanhas abolicionista e republicana.

Iniciou a carreira política ao ser eleito para a Assembleia Constituinte em 1890. Em 1903 foi eleito sucessivamente senador e presidente do estado do Rio de Janeiro quando foi eleito vice-presidente de Afonso Pena

Maçon  iniciado na Loja Ganganelli do Rio em 1901 e Grao Mestre do Grande Oriente do Brasil de 23 de julho de 1917 a 24 de setembro de 1919, quando renunciou ao cargo.

Enfim estamos perante dois Maçons importantes que tiveram  intervençao determinante no seu tempo

https://youtube.com/shorts/iEd3X5wbl64?is=dnbZTln-XRkbf5a_