Trata-se de uma iniciativa inédita desde o regresso ao poder do dirigente, e responde à sua decisão de bloquear o acesso dos jornalistas da CNN, do canal MS NOW e do meio de comunicação 'online' Politico.

"É vital para o grande público receber informações corretas e independentes sobre o Governo. Nenhuma administração deveria restringir o acesso de um órgão de comunicação social por este não estar de acordo com a sua cobertura", indicaram, os cinco canais da rede presidencial num comunicado.

A missão da rede da Casa Branca é filmar o Presidente estadunidense ao longo do dia e distribuir as imagens assim produzidas, segundo um princípio de rotação entre estes cinco canais, que são também concorrentes e vomo se vê cooperantes havendo um sistema comparável para os jornalistas da imprensa escrita, as agências e os fotógrafos.

Participar na rede garante um acesso privilegiado ao chefe de Estado e os meios de comunicação que dele fazem parte e que se comprometem em contrapartida, a partilhar as imagens, declarações e observações obtidas.

Trump hoje acusou parte da imprensa de representar "uma ameaça à segurança nacional", três dias depois de ter excluído da Casa Branca não só a CNN, como também o MS NOW e o Politico, que avançaram, de manhã, com processos judiciais.

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Numa mensagem na rede Truth Social, sua propriedade , Trump diz que responde a uma ofensiva contra as "notícias falsas" ao vetar a entrada na Casa Branca a jornalistas dos três meios de comunicação social.

"A Casa Branca não está a atacar a liberdade de imprensa, algo que valorizo imenso. Está a atacar um problema que se espalhou como um cancro nos nossos queridos Estados Unidos da América", afirmou Trump, considerando que tal "constitui uma ameaça à segurança nacional e tem de ser travado, agora!".

Trump afirmou que o fenómeno "é algo corrupto, deliberado, generalizado, totalmente coordenado e que está fora de controlo".

A CNN, a MS NOW e o Politico anunciaram hoje uma ação judicial contra o Executivo de Trump por  "ameaçar a liberdade de imprensa e o direito do público a um jornalismo independente, livre de interferências governamentais".

"De manhã, notificámos o Governo de que vamos apresentar hoje uma ação judicial para proteger os nossos direitos ao abrigo da Primeira Emenda e defender o princípio de que o Governo não decide o que a imprensa noticia ou publica", afirmaram os três meios de comunicação social numa declaração conjunta.

"Sem aviso ou processo, a Casa Branca revogou as credenciais dos nossos jornalistas porque se opôs à nossa cobertura", afirmaram os órgãos de comunicação social. Se não for contestado, isto ameaça a liberdade de imprensa e o direito do público a um jornalismo independente e livre de interferência governamental", acrescentaram.

O anúncio representou uma nova escalada na ofensiva do chefe de Estado contra a imprensa, depois de, no início do seu mandato, ter restringido o acesso da agência Associated Press (AP) a alguns atos na Casa Branca por se recusar a usar o nome "golfo da América" utilizado por Trump para se referir ao golfo do México.

O confronto é um dos ataques de maior visibilidade da administração aos media com implicações que vão muito além dos três órgãos de comunicação social proibidos.