Para Paulo Rangel é o PS "quem tem de dar explicações" sobre a sua "mudança de posição".

Aos jornalistas, o governante condenou "veementemente" a forma como o PS, nomeadamente o secretário-geral e o líder parlamentar do partido, "tratou este assunto".

"Quem tem de dar explicações é o PS: porque é que mudou a sua posição, quando o secretário-geral do PS tinha dito no Parlamento, na primeira semana de março, que concordava com os termos da autorização que foi dada", dispara.

Ora em março de 2026, segundo o DN o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, exigiu explicações ao Primeiro-Ministro Luís Montenegro sobre os termos em que o Governo autorizou os EUA a utilizarem a Base das Lajes (Açores) no contexto de ataques ao Irão.

O tema gerou forte debate político, com o PS a pedir a ida do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, ao Parlamento e a alertar para o risco de Portugal ficar isolado internacionalmente e numa "posição lamentável"

Enfim tudo ao contrario do dito por Rangel…

Este disse  que a AD "não faz chicana política com crises internacionais" e entende que a atitude do partido da oposição é "manifestamente inaceitável" e rompe até com aquela que tem sido a sua "tradição". Fala, por isso, num passo "muito grave" e assume não conseguir "compreender" como é que José Luís Carneiro, "que foi consultado e informado previamente sobre a questão da autorização da Lajes", vem agora questionar os termos em que a mesma foi concedida.

Quem mente?

Aparentemente o MIN dos Negócios Estrangeiros ignora o referido  no DN de março

"O Governo no momento da crise internacional, tem como grande preocupação a defesa de Portugal e dos portugueses. Não compreendo como é que o secretário-geral do PS, que foi consultado e informado previamente sobre a questão da autorização das Lajes, juntamente com outros líderes da oposição, com o Presidente na altura em funções e com o Presidente eleito, nem sequer fala disso. Ele conhece este assunto melhor do que ninguém", sustenta.

Já o secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, lamentou que não tenha havido "sentido de Estado do Governo português" e considerou que "um dos dois está a faltar à verdade", enquanto o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, falou de uma "humilhação à escala planetária" e disse que o país "viveu, desde aquele momento, agachado, de cócoras".

O ministro alegando mesmo que "passa a vida" lá ( no parlamento) manifesta disponibilidade para prestar mais esclarecimentos, numa "sessão a porta aberta", sobre a utilização da Base da Lajes.

"Parece é que o PS não viveu aqui no mês de fevereiro", atira igualmente.

Paulo Rangel entende que as palavras do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio - que afirmou que Portugal deu autorização aos EUA para que utilizassem a Base das Lajes antes mesmo de saberem quais os propósitos em causa, "não têm valor literal"…. Uma desculpa e peras…

"Todas as explicações foram dadas. Toda a gente sabe que ocorriam negociações entre o Irão e os Estados Unidos até ao final, no dia 26 de fevereiro Tudo isso foi omitido pelo Partido Socialista", completa.

"Uma coisa é antes do ataque [dos EUA e Israel ao Irão em 28 de fevereiro] e outra coisa é depois do ataque. Portanto, a partir do momento em que se dá o ataque, houve uma autorização formal e ela foi dada", explica.

Antes do início dos ataques israelo-americanos, a base das Lajes "foi usada como todas as bases europeias em fevereiro", nomeadamente em Espanha ou Itália, "de acordo com o regime geral de autorizações tácitas", explicou.

No minimo deveria ter havido um protesto português e um pedido de desculpas estadunidense por nao é sem mais que se organiza um assalto a um país sem declaração de guerra …