A prevenção começa em gestos simples, mas decisivos: uma alimentação equilibrada, a prática regular de exercício físico, o abandono do tabaco, a moderação no consumo de álcool, a proteção contra a exposição excessiva ao sol. Continua com exames de rotina, rastreios organizados e atenção aos sinais do corpo — porque ouvir o corpo é, muitas vezes, salvar a vida.
Mas prevenir é também alertar. Alertar para o facto de que o cancro não é apenas um problema individual, é um problema social. Exige políticas públicas consistentes, um Serviço Nacional de Saúde forte, investimento na investigação científica e uma comunicação clara, séria e persistente. O silêncio, a desinformação e o medo são aliados da doença; o conhecimento e a prevenção são aliados da vida.
Neste dia de luta mundial contra o cancro, importa reafirmar uma ideia simples, mas fundamental: falar de prevenção é falar de futuro. É reduzir sofrimento, é poupar vidas, é construir uma sociedade mais consciente e mais justa. A prevenção não é opcional — é uma prioridade coletiva.
Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor