"Foreign Tongues" traduz-se literalmente para português como "Línguas Estrangeiras" ou "Línguas Estranhas".

A expressão tem sido bastante comentada recentemente por dar nome ao 25.º álbum de estúdio dos The Rolling Stones,.

O disco conta com 14 faixas, incluindo Não temas originais com letras cantadas em vários idiomas (como o português) e covers de artistas como Amy Winehouse e Chuck Berry.

Para entender o conceito de 'Línguas Estrangeiras' aplicado à música e como a banda tem trabalhado estes diferentes idiomas.

Composto por 14 temas, o novo álbum de estúdio dos The Rolling Stones inclui 12 temas originais, uma versão de "You Know I'm No Good", de Amy Winehouse, e uma outra de "Beautiful Delilah", de Chuck Berry, tema que encerra o disco e que é "uma homenagem a uma das influências mais duradouras dos Stones", refere a editora Universal Music Portugal, em comunicado.

O álbum "ganhou forma em menos de um mês nos Metropolis Studios, no oeste de Londres, reunindo Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood com o produtor Andrew Watt, vencedor de um Grammy, que também assinou a produção de 'Hackney Diamonds' [o anterior álbum do grupo, editado em 2023]",

Mick Jagger partilhou ter "adorado as sessões de gravação em Londres, nos Metropolis".

Foram semanas muito intensas a gravar 'Foreign Tongues'. Tínhamos 14 excelentes temas e trabalhámos o mais depressa possível. Gosto muito daquele estúdio porque não é demasiado grande e conseguimos sentir a paixão de toda a gente", referiu, citado pela editora.

Já Keith Richards afirmou que o novo álbum "tem uma continuidade natural em relação a 'Hackney Diamonds'".

"Foi ótimo voltar a trabalhar em Londres e sentir novamente toda a energia da cidade à nossa volta. Foi um mês de trabalho intenso e focado. Para mim, tudo se resume ao prazer de fazer música. Sinto-me privilegiado por poder continuar a fazê-lo e espero que assim seja durante muitos anos", disse, também citado no comunicado.

Ronnie Wood falou num "ambiente no estúdio extremamente criativo", acrescentando que "toda a banda esteve em grande forma durante todo o processo".

"Muitas vezes conseguimos a gravação certa logo à primeira tentativa. Espero que todos gostem do álbum", afirmou.

"Foreign Tongues" conta com a colaboração de Darryl Jones, Matt Clifford e Steve Jordan, "parceiros de longa data da banda", bem como "uma participação especial de Charlie Watts no intenso 'Hit Me In The Head', registada numa das suas últimas sessões de gravação antes do seu falecimento, em 2021".

A lista de convidados inclui ainda Steve Winwood, Paul McCartney, Robert Smith, vocalista dos The Cure, e Chad Smith, baterista dos Red Hot Chili Peppers.

A capa do álbum é um retrato, uma pintura do artista estadunidense Nathaniel Mary Quinn, composto por parte dos rostos dos três músicos dos Rolling Stones: Mick Jagger, Ronnie Wood e Keith Richards.

A direção de arte e o design do novo álbum é da responsabilidade do 'designer' português Bráulio Amado, em parceria com o inglês Mat Maitland.

Bráulio Amado, nascido em Almada em 1987, vive em Nova Iorque desde 2011.

O trabalho do artista visual inclui cartazes, capas de álbuns, ilustrações para jornais e revistas, como o New York Times ou a Wired, vídeos e "outras coisas", como t-shirts, rótulos de vinho, 'websites', meias ou toalhas, segundo informação disponível no 'site' oficial do 'designer' e ilustrador.

Bráulio Amado esteve nomeado para os prémios norte-americanos de música Grammy pelo trabalho gráfico do álbum "Balloonerism", de Mac Miller, desenvolvido com o artista interdisciplinar norte-americano Alim Smith.

Bráulio Amado já criou capas de álbuns e 'singles' para artistas como Frank Ocean, André 3000, Róisín Murphy, Xinobi, Rex Orange County, D'Alva, Washed Out e Moullinex.

Formados em Londres em 1962, os The Rolling Stones mantêm uma das carreiras mais bem-sucedidas do rock, com clássicos como "(I Can't Get No) Satisfaction", "Paint It Black" e "Start Me Up", além de 14 álbuns e oito singles número um no Reino Unido.

Após a morte do baterista Charlie Watts em 2021, aos 80 anos, Steve Jordan juntou-se ao grupo, que faz parte do "Rock and Roll Hall of Fame" desde 1989.

Desde a 0h desta sexta-feira, 09.08,  em sua completude no streaming, “Foreign Tongues” chega como um disco que em nada desmerece (mas tampouco faz avançar) o legado dos Stones, servindo, mais do que tudo, como prova de vitalidade (e de um certo inconformismo) daquela que, por um bom tempo, foi a maior banda de rock’n’roll do planeta Terra.

Com irreverente capa do artista plástico americano Nathaniel Mary Quinn (um monstro criado a partir de pedaços dos rostos dos integrantes, que a alguns brasileiros lembrou velhas capas de discos de Biquíni Cavadão e Fevers), o novo álbum dos Rolling Stones surgiu de um surto criativo que eles tiveram, ao longo de um mês, no Metropolis Studios, em Londres.

Na verdade, foi tudo bem parecido com “Hackney Diamonds”: sob a batuta do produtor Andrew Watt, Jagger (vocais e gaita), Richards e Woods (guitarras) deixaram fluir as ideias, com o apoio de Darryl Jones (baixo) e de Steven Jordan — o baterista que substituiu

 

 

 

 

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