Segunfo os modelos climáticos, a probabilidade de do fenomeno entre maio e julho está em torno de 60%, mas sobe rapidamente a partir da primavera no hemisfério sul, superando superando 90% entre setembro e novembro.
Além da alta probabilidade de formação, os especialistas também monitoram a possibilidade de um evento mais intenso.
As projeções atuais apontam 25% de probabilidade de um El Niño forte e outros 25% de probabilidade de um episódio considerado muito forte — classificação usada quando as temperaturas na região central do Oceano Pacífico ficam mais de 2°C acima da média.
Depois de meses sob influência de La Niña, os modelos climáticos internacionais apontam agora para uma provável transição para El Niño já no verão de 2026.
O fenómeno ainda não se formou oficialmente, mas os sinais começam a alinhar-se. E, se se confirmar, pode voltar a empurrar a temperatura média global para novos recordes, possivelmente em 2027.
"A previsão baseada num ensemble de diversos modelos aponta para 75% de probabilidade de transição para a fase neutral do ENSO nos próximos meses", explica o especialista. "Identifica-se que pode ocorrer a transição para a fase El Niño entre junho, julho e agosto, aumentando de intensidade nos meses seguintes e atingindo o máximo no inverno 2026-2027 do Hemisfério Norte."
El Niño e La Niña são os maiores motores da variabilidade climática anual à escala global e funcionam como um regulador térmico do planeta, redistribuindo calor entre o oceano e a atmosfera.
Quando surge um El Niño aumenta a libertação de calor do oceano para a atmosfera, sobe a temperatura média global, alteram-se os padrões de precipitação e mudam épocas e intensidade de ciclones e furacões.
O episódio de 2023-2024, por exemplo, contribuiu significativamente para que 2024 se tornasse o ano mais quente alguma vez registado.
Se o próximo evento atingir intensidade moderada ou forte, poderá voltar a impulsionar máximos históricos globais.
Seria fundamental que o governo estivesse mais atento ao IPMA !