Na mesma deu enfase à ofensiva parlamentar para derrubar o decreto que reajusta o IOF e descreveu um novo equilíbrio de poder que se consolidou após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff em 2016.

“O parlamento a partir de 16, a partir do golpe, ganha uma força descomunal”, afirmou, lembrando  que essa nova configuração exige, por parte do Executivo, um diálogo constante e estratégico com as lideranças legislativas. “Cada medida tem que conversar com o Congresso, com o presidente das duas casas, com os líderes.”

Ceciliano foi motivado pela polemica em volta  do aumento da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), de 3,38% para 3,5%.

Rebateu as críticas do mercado financeiro e da oposição, que acusam o governo de querer frear a economia. “O IOF virou a panaceia da vez. Toda hora tem alguma coisa que a oposição se debruça e bate no governo”, comentou.

O  reajuste representa uma alternativa menos danosa aos cofres públicos em comparação ao aumento da taxa de juros. “Para cada 1% de aumento da taxa de juro, o Tesouro paga R$ 80 bilhões por ano. Agora, com o IOF, o governo arrecada.” Ele apontou uma incoerência nas críticas,

“O mesmo mercado que exige equilíbrio fiscal grita quando o Estado cobra um pouco mais dos setores com mais capacidade contributiva”.