Trata-se de uma importante, arrojada e inesperada proclamação em defesa da Liberdade num momento em que proliferam “movimentos que disseminam a dissensão, o ódio e o obscurantismo” em que Portugal e outras partes do Mundo se veem “diretamente acossados, internamente e a partir do exterior, por estas mesmas forças que inesperadamente se agigantam”.
A importância desta proclamação ganha maior relevância por vir de uma organização discreta, que não tem por hábito intervir diretamente no espaço público, e que agora encontra razões sérias e ponderosas para afirmar a sua preocupação com a situação e o seu empenhamento na defesa da Liberdade e da Democracia.
Este apelo à unidade em defesa da Liberdade deve ecoar nas mentes e corações daqueles que lutaram contra a ditadura e de todos os que têm participado na construção, com todos os muitos defeitos que tenham as obras humanas, da sociedade portuguesa no pós 25 de Abril. Nessa data já longínqua e de que só as gerações mais velhas têm memória direta, rejeitámos enquanto Povo a Ditadura, agora, cinquenta anos depois vemo-nos confrontados com a possibilidade de regresso ao passado.
Não deixo de me sentir irmanado com a coragem desta proclamação e de apoiar este apelo à união e à mobilização para enfrentar a barbárie. Todos somos necessários para esta batalha.
Recorde-se que o GOL foi proibido e perseguido durante o regime fascista e que só depois do 25 de Abril pôde sair da clandestinidade e voltar ao seu labor em Liberdade.