Desta onda já morreram mais de 2000 pessoas

Soltani trabalhava no setor de vestuário e era descrito por pessoas próximas como um entusiasta da moda. Recentemente, havia iniciado atividades em uma empresa privada do ramo.

Detido desde a semana passada, Erfan Soltani estaria preso sem acesso a advogado e sem que qualquer audiência judicial tenha sido realizada.

Segundo as parcas informações a família foi informada de que a sentença é definitiva e recebeu autorização para uma breve visita de despedida, com duração aproximada de dez minutos, antes da execução.

Diz o IranWire que os familiares do jovem enfrentam uma  “pressão extrema” e teriam sido ameaçados pelas autoridades.

A Organização Hengaw para Direitos Humanos afirma que Soltani foi detido dentro de sua própria casa, por suposta ligação com os protestos registrados na cidade de Karaj, onde morava.

O processo sobre o jovem que originou  na condenação à morte foi descrito como “rápido e obscuro”, com privação de direitos básicos, incluindo a falta de  acesso à defesa legal.

O jovem foi preso na última quinta-feira e, so  quatro dias depois, a família foi informada de que a execução já estava agendada e a irmã de Soltani, que é advogada, terá sido impedida de consultar o processo por meios legais.

Dados da Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos, apontam que ao menos 2.400 manifestantes foram mortos desde o início dos atos, que já entram na terceira semana, além de 18.137 pessoas detidas.

Ja do ponto de vista russo as manifestações registradas nas últimas semanas no Irão foram alvo de críticas contundentes do governo russo, que atribui o agravamento da situação interna do país à pressão externa e a tentativas de desestabilização promovidas por atores estrangeiros.

Moscovo sustenta que o cenário resulta de fatores econômicos e sociais acumulados ao longo de anos de sanções impostas pelo Ocidente.