Estes  dados divulgados esta quarta-feira, 26.08,  mostram um aumento de 15% relativamente a 2025.

"O valor de 2026 ultrapassa também o anterior máximo da série analisada, registado em 2022, com 88 mortes", segundo o relatório.

Os dados da FEPONS indicam que mais de dois terços das mortes foram registados em rios e mar.

Os rios continuam a ser o meio aquático com maior número de mortes, com 35 casos registados, seguindo-se o mar, com 27.

De acordo com a FEPONS, em conjunto, rios e mar representam 62 das 92 mortes registadas, correspondendo a 67,4% do total.

Entre 1 de janeiro e 31 de julho foram ainda contabilizadas mortes em barragens (seis), piscinas domésticas (seis), poços (cinco), estradas inundadas (quatro), portos de abrigo (quatro), lagoas (um), piscinas de aldeamentos turísticos (um), piscinas de uso público (um), tanques (um) e valas (um).

Para a FEPONS, estes "dados demonstram, uma vez mais, que o risco de afogamento não se limita às praias marítimas, estando presente numa grande diversidade de meios aquáticos".

O Observatório do Afogamento é um sistema criado pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores para contabilizar as mortes por afogamento em Portugal.

O registo é realizado por "links" de recortes de jornal ou imagens destes.

A época balnear de 2026 decorre oficialmente entre 15 de abril e 31 de outubro, estando identificadas 673 águas balneares em todo o território nacional.