O PCP considera que o Governo português deve desenvolver as medidas adequadas com vista à salvaguarda da vida e da integridade pessoal de Domingos Simões Pereira e à sua libertação.

O PCP insta novamente ao estabelecimento da ordem constitucional democrática na Guiné-Bissau e ao respeito da legítima vontade do povo guineense, claramente expressa nas eleições legislativas e presidenciais realizadas a 23 de Novembro passado.

Recorde-se que, através de um golpe de Estado a 26 de Novembro de 2025, um auto-proclamado “alto comando militar” colocou em causa a ordem constitucional da República da Guiné-Bissau e o funcionamento das suas instituições, impedindo o anúncio dos resultados das eleições legislativas e presidenciais de 23 de Novembro, tendo então, entre outras violentas e ilegais acções, sequestrado e imposto medidas coercivas da liberdade de Domingos Simões Pereira, Presidente do PAIGC foi hoje colocado em prisão preventiva e conduzido para a Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública, em Bissau.

O político está aparentemente a ser investigado por um tribunal militar por alegada participação nem tentativa de golpe de Estado antes das eleições gerais de novembro de 2025.

As autoridades suspeitam que Simões Pereira tenha disponibilizado fundos e a sua residência para preparar a alegada tentativa de golpe

A defesa do líder partidário contesta a decisão e recusou-se a comparecer no tribunal, considerando que este é um "caso político que foi judicializado".

Os advogados alegam que o Tribunal Militar não tem competência para julgar um civil.

Simões Pereira e o PAIGC foram impedidos de concorrer às eleições de novembro de 2025, interrompidas, entretanto, por um golpe militar.

O Estrategizando saúda o Protesto do PCP pela Libertação Imediata de Domingos Simoes Pereira e insta todos os partidos portugueses e a sociedade civil portuguesa e de toda a CPLP  a seguirem este Protesto urgentemente!