30 anos depois da implantação do modelo agrícola projectado pelo empresário francês Thierry Roussel, o debate sobre o impacto ambiental e social das culturas em estufa, no concelho de Odemira, torna-se obrigatório.

Hoje movimentos cívicos, associações de defesa do ambiente, o cidadão comum e a autarquia persistem em manifestar publicamente a sua preocupação pelas consequências que são manifestas na preservação da biodiversidade no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) e na comunidade local.

O concelho não está a conseguir dar resposta à vaga de imigrantes, assim como receia as consequências deste modelo agrícola na água, ar, solo e biodiversidade.

Pois… a imigração é uma imposição das economias com poucos recursos humanos como a portuguesa

Entretanto a  chuva não pára  e os agricultores de Odemira não têm conseguido recuperar do rasto de destruição causado pelas depressões Kristin e Leonardo sendo  necessários pelo menos três meses para que as plantações voltem a crescer

A Associação de Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos Concelhos de Odemira e Aljezur (AHSA) estima que os prejuízos provocados pela tempestade atingirao os 30 milhões de euros.

"Não pára de chover. Os danos iniciais em algumas estruturas, particularmente em estufas e em túneis, mas também nas próprias culturas, só se têm agravado."

Por isso, "admitindo que a tempestade termina por volta de terça-feira, [...] eu não me admiraria que [o prejuízo] ficasse qualquer coisa entre os 20 e os 30 milhões [de euros]", disse o presidente da AHSA, Luís Mesquita Dias, à TSF.