Paulo Raimundo insistiu ainda nas críticas ao PS pela apresentada abstenção, acusando o partido de "dar gás" à política do Governo e de "libertar o Chega" de ter de viabilizar a proposta.
"O que é que aconteceria se o Partido Socialista não viabilizasse este orçamento? O Chega ia viabilizá-lo", previu.
Raimundo afirmou que o Orçamento é um instrumento da política do executivo que pretende, argumentou, o "desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde", maior "pressão sobre os salários" e uma "política de aperto sobre as questões da habitação".
"É esta política do 'não faz nada' para atacar a injustiça e a desigualdade, nem resolve o problema das 300 mil crianças que estão na situação de pobreza. É esta política que pelos vistos o Partido Socialista está disponível para lá apoiar, mesmo sem conhecer o documento", atirou.
Para o secretário-geral do PCP, a posição do PS "vai dar espaço à demagogia, à hipocrisia, à mentira e por aí fora".
Porém, ressalvou, a abstenção dos socialistas "infelizmente não admira, mas entristece".
Para Paulo Raimundo está em funcionamento um "bloco central" formado por PSD e CDS-PP com apoio do Chega, que viabilizou, na generalidade, a proposta do Governo para o arrendamento, o PS, que viabilizará o OE, e ainda a IL.
"Antigamente falava-se no bloco central a dois, agora temos de falar no bloco central a cinco. Essa é que é a diferença. E vou enumerá-los, para não ficar a dúvida: PSD, CDS, PS, Iniciativa Liberal e Chega, são os cinco do bloco central. E todos a jogar a avançado, a marcar golos contra a baliza das nossas vidas", atirou.
E assim o secretário-geral do PCP tornou claro hoje que na dia opinião o líder do PS está a "dar gás" às políticas do Governo ao abster-se no Orçamento e desafiou a direção dos socialistas a não aprovar a proposta do secretario gersl JLCarneiro