O presidente do Banco Central da Índia, Sanjay Malhotra, confirmou na terça-feira, 11.08, em Mumbai, que diferentes alternativas aestão a ser examinadas pelo grupo, embora as conversas ainda não tenham resultado na definição de um modelo comum.
“Os pagamentos transfronteiriços são uma área de interesse para todos nós, incluindo os países do BRICS, pois acreditamos que há grande potencial para reduzir custos”, afirmou Malhotra.
Sistemas rápidos e moedas digitais em análise
Entre as possibilidades estão a conexão das plataformas de transferência instantânea existentes nos países e a integração das moedas digitais desenvolvidas por seus respectivos bancos centrais.
“Várias opções estão em discussão, mas ainda estão em fase de debate, incluindo as moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) e as integrações entre sistemas de pagamentos rápidos”, acrescentou o presidente da autoridade monetária indiana.
A declaração indica que o BRICS ainda se encontra em uma etapa de análise das alternativas.
Malhotra não anunciou prazos para a implantação das conexões nem apresentou detalhes técnicos sobre o funcionamento de uma eventual infraestrutura compartilhada.
A discussão concentra-se na possibilidade de tornar mais eficientes as transferências realizadas entre diferentes países. A integração permitiria aproximar estruturas financeiras nacionais atualmente administradas de maneira independente, mas o formato da iniciativa permanece indefinido.
Índia quer incluir proposta na cúpula de 2026
No início de 2026, o Banco Central da Índia recomendou ao governo indiano que a integração das CBDCs fosse incluída formalmente na agenda da próxima cúpula do BRICS. O país será responsável por sediar o encontro anual do grupo neste ano.
A recomendação amplia o espaço do tema nas discussões conduzidas pela Índia antes da reunião. A proposta envolve moedas digitais oficiais, emitidas e administradas por bancos centrais, e não ativos digitais privados.
Além da eventual conexão entre as CBDCs, a autoridade monetária indiana pretende continuar trabalhando pela internacionalização da rupia. Segundo Malhotra, o país também buscará estimular o emprego de moedas locais no comércio e nos pagamentos internacionais.
Grupo reúne 11 países
O BRICS é formado atualmente por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.
A diversidade de sistemas financeiros e moedas nacionais torna a integração uma iniciativa que dependerá de entendimentos entre os integrantes. Até o momento, as opções citadas pelo presidente do Banco Central da Índia permanecem em discussão, sem anúncio de uma plataforma única ou de um cronograma de implementação.