Na verdade a sua filha Laurence Debray nascida em 1976 uma escritora francesa, Juan Carlos o rei das Espanhas que se demitiu dados os escandalos em que se envolveu.
Na infância, ela morou em um campo de refugiados em Cuba . Estudou História e Literatura na Sorbonne e Economia na London School of Economics e na HEC Paris .
Ela é uma admiradora do rei Juan Carlos I da Espanha e da transição espanhola, sobre a qual escreveu varios livros e fez um documentário.
É casada com Émile Servan-Schreiber (filho de Jean-Jacques Servan-Schreiber ) e tem dois filhos e tem hoje uma biografia de Juan Carlos que dá direito a esta entrevista no Publico que justifica este nosso texto
Dela retiramos o essencial - o ser ignorado de quem ela é filha e sobre quem escreveu a primeira biografia- Regis Debray seu pai!
Um seguidor do marxista Louis Althusser e amigo de Fidel Castro e de Ernesto Che Guevara, nos anos 1960 acompanhou Che na guerrilha, especialmente na Bolívia, onde foi preso em 1967 junto com Irineu Guimarães. Nesse mesmo ano, escreveu sua primeira obra, A revolução na revolução.
Em 1968, a repercussão de seu livro, Revolução na Revolução, fomentou na juventude brasileira, o engajamento na luta armada contra a ditadura militar por parte de muitos jovens.
Pertenceu ao Partido Socialista Francês, do qual se distanciou por diferenças ideológicas com o ex-presidente François Mitterrand.
Atualmente, Debray é mais conhecido como o criador da midiologia — o estudo crítico dos signos e de sua difusão na sociedade.
Foi o primeiro presidente do Instituto Europeu de Ciências das Religiões e membro da Comissão Stasi, que deu origem às leis francesas sobre secularização e ostentação de símbolos religiososnas escolas em 2003.
Num editorial de opinião de fevereiro de 2007 no jornal Le Monde, Debray criticou a tendência de toda a classe política francesa ao conservadorismo.
Ele também deplorou a influência da "videosfera" na política moderna, que ele alegou ter uma tendência a individualizar tudo, esquecendo tanto o passado quanto o futuro (embora tenha elogiado a perda do "messianismo" dos anos 1960) e rejeitando qualquer projeto nacional comum.
Criticou a nova geração na política por ser sem caráter e sem ideias: "Então eles [pensam que] recrutaram filosofia com André Glucksmann ou Bernard-Henri Lévy e literatura com Christine Angot ou Jean d'Ormesson" e pediu aos eleitores que endossassem a "esquerda da esquerda", numa tentativa de acabar com uma "antipolítica" moderna que se tornou marketing político.