Martinho do Campo e dois diplomatas da embaixada de Cuba? Ou seria esta a normalidade pretendida?
O controlo do passado e a doutrina do esquecimento sempre definiram a hierarquia do poder.

Os revisionismos despudorados fizeram o resto. Mas a memória é plural. Lembrar o que muitos ainda tentam apagar é dar voz aos mortos e desassossegar os vivos.
( in O padre Max e o terrorismo que não "existiu", Miguel Carvalho TSF )
 

Ja escrevemos por varias vezes sobre o assassinato do padre Max que até hoje e passados 50 anos ainda nao se descobriu o assassino

Silencio alimentado por  uma evidente cumplicidade da hierarquia da igreja catolica!

Mas hoje e porque o padre Max regressou aos media institucionais via Miguel CArvalho ( salvé!) vamos falar do atentado à embaixada de Cuba!

Este atentado que assassinou  diplomatas da embaixada de Cuba em Lisboa deu-se  a 22 de abril de 1976, resultando na morte de dois diplomatas cubanos que teve como vítimas: Adriana Corcho (36 anos) e Efrén Monteagudo (33 anos).

Uma carga explosiva detonou na sede da embaixada, que na época se localizava no centro de Lisboa, resultou na morte destes dois  diplomatas.tratando-se de um  ataque integrado numa onda de atentados terroristas contra missões diplomáticas de Cuba durante esse período, o que realça as ligações internacionais dos lusos tertoristas

Desde entao e anualmente, a Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC) e representantes da embaixada relembram o atentado com homenagens. 

Por tal a  Embaixada de Cuba em Lisboa, hoje situada na rua Pêro da Covilhã, no Restelo, costuma abrir livro de condolências ou realizar sessões evocativas em memória das vítima

Conforme recordaram os participantes, foi detetado um engenho explosivo na antiga Embaixada cubana nesta capital. Adriana Corcho e Efrén Monteagudo agiram rapidamente para pôr a salvo o resto das pessoas que se encontravam no local, mas não conseguiu evitar que se perdessem as suas vidas.

Uma placa comemorativa na porta da embaixada homenageia os dois diplomatas assassinados ainda jovens.

A onda de mais de 150 atentados contra missões diplomáticas cubanas e alvos em mais de 20 países ocorreu entre 1975 e 1976, incluindo ataques terroristas contra as embaixadas de Cuba no Peru e no México e outras embaixadas, como a de Nova Iorque.