"Eu acho que o melhor era o sr. primeiro-ministro fazer um teste de ADN, porque de facto ele já é o pai disso tudo, da austeridade, da prestação para nossas vidas, do aumento do custo de vida", disse.

Afirmou ainda que as empresas petrolíferas e da distribuição estão a lucrar cada vez mais com a "desgraça das pessoas" com  Montenegro a ser o responsável por não salvaguardar as condições de vida das pessoas.

"O primeiro-ministro é responsável pela vida de todos nós e, portanto, se não fizer nada, como não está a fazer, passa a ser responsável por isso (…) as galp's deste país continuam a concentrar lucros históricos, nunca vistos, ora, das duas, três, ou se ataca isso, ou então o resto é tudo conversa", afirmou o secretário-geral.

"A questão central é que nós estamos perante lucros históricos e há alguém, há alguém neste país, uns poucos neste país, que estão a encher, a encher e a concentrar riqueza à custa da desgraça de milhares de pessoas", denunciou.

Paulo Raimundo afirmou ainda que o Governo está a lucrar com a guerra, no Irão, pois  "O Governo continua a bater o pé a dizer que não está a lucrar com a guerra (…) o Governo está a lucrar com a guerra", asseverou e ha que  parar esses lucros, estancar esses lucros que são astronómicos, fazer com que esses lucros tenham consequências na vida de cada um de nós, para melhorar a nossa vida e parar a guerra", acrescentou.

O secretário-geral do PCP lembrou que este  executivo das Direitas está a  querer salvaguardar os lucros dos grupos económicos. "O que se está a salvaguardar é os lucros da Galp, é os lucros da banca, é os lucros da grande distribuição. Isso é que se está a salvaguardar, o resto é conversa".

Relativamente ao Orçamento de Estado (OE) Raimundo afirmou que este é um instrumento do Governo e que o partido contesta, criticando até quem compactuar com o "rumo" das politicas do executivo.

"O Orçamento do Estado é um instrumento da política do Governo, ora, se a política do Governo é esta que nós contestamos, uma desgraça nacional (…) se o Orçamento do Estado for um instrumento desta política, nós não podemos acompanhar, aliás, até criticamos quem vai acompanhar isso", reiterou o secretário-geral.

E do nosso ponto de vista toda a Esquerda deveria votar contra este OE27 !