Num comunicado do PCP para a comunicação social, o secretariado do Comité Central deste partido  informou a morte dec José Carlos Almeida aos 94 anos, transmitindo à sua companheira, filhas, netos e restante família "as suas sentidas condolências".

Nascido a 4 de agosto de 1931, na  Encarnação, Mafra, José Carlos Aleida teve uma participação, em 1958, na comissão de jovens da candidatura de Arlindo Vicente e, depois, de Humberto Delgado às eleições presidenciais, bem como pela intervenção na defesa dos direitos dos trabalhadores do Banco Totta & Açores, onde trabalhava.

José Carlos Almeida aderiu ao PCP em 1957, com 26 anos, ficando ligado ao setor bancário e, assinalam os comunistas, "passou à clandestinidade como funcionário do partido em 1962, integrando o Comité Local de Lisboa, onde esteve até 1965". Foi membro do Comité Central de 1973 a 1988.

Os comunistas sublinham que João Carlos Almeida, "ao longo da sua vida de revolucionário, teve sempre a seu lado a sua companheira Faustina Barradas" e que "foi o último funcionário do PCP preso antes do 25 Abril, no dia 21 de Abril de 1974".

"Espancado por se recusar sequer a dizer o seu nome, ficou conhecido como o «preso sem nome». Foi libertado da cadeia do Forte de Caxias a 27 de abril de 1974, na sequência do 25 de Abril. Em 1975, foi candidato do PCP às eleições para a Assembleia Constituinte pelo círculo eleitoral do Porto, tendo exercido o mandato de deputado constituinte", escreve o partido.

O partido enaltece ainda "uma vida inteiramente dedicada à luta e intervenção pela emancipação dos trabalhadores e do povo, pela Democracia, pela Paz, pelo Socialismo e o Comunismo".

O seu corpo estará em câmara-ardente, a partir da 10h30 de dia 17 de maio, no Tanatório de Matosinhos, e o funeral realizar-se-á no mesmo dia e local, pelas 15h30.