José Carlos Almeida aderiu ao PCP em 1957, com 26 anos, ficando ligado ao setor bancário e, assinalam os comunistas, "passou à clandestinidade como funcionário do partido em 1962, integrando o Comité Local de Lisboa, onde esteve até 1965". Foi membro do Comité Central de 1973 a 1988.
Os comunistas sublinham que João Carlos Almeida, "ao longo da sua vida de revolucionário, teve sempre a seu lado a sua companheira Faustina Barradas" e que "foi o último funcionário do PCP preso antes do 25 Abril, no dia 21 de Abril de 1974".
"Espancado por se recusar sequer a dizer o seu nome, ficou conhecido como o «preso sem nome». Foi libertado da cadeia do Forte de Caxias a 27 de abril de 1974, na sequência do 25 de Abril. Em 1975, foi candidato do PCP às eleições para a Assembleia Constituinte pelo círculo eleitoral do Porto, tendo exercido o mandato de deputado constituinte", escreve o partido.
O partido enaltece ainda "uma vida inteiramente dedicada à luta e intervenção pela emancipação dos trabalhadores e do povo, pela Democracia, pela Paz, pelo Socialismo e o Comunismo".
O seu corpo estará em câmara-ardente, a partir da 10h30 de dia 17 de maio, no Tanatório de Matosinhos, e o funeral realizar-se-á no mesmo dia e local, pelas 15h30.