O Ministério das Finanças esclareceu entretanto que os imóveis do Estado vendidos recentemente em hasta pública superaram o valor máximo fixado pelas avaliações externas "em cerca de 21,9% face ao valor-base inicial" e que "dos oito imóveis referidos na notícia apenas foram vendidos dois".
Diz o PCP, que os esclarecimentos do Governo confirmam que os edifícios foram vendidos "por valores muito abaixo do que é praticado nas ruas em causa".
Mais ainda que também é possível travar a venda dos restantes imóveis do lote, "evitando uma decisão (ainda mais) lesiva do interesse público".
Entre as perguntas dirigidas a Miguel Pinto Luz, os comunistas pedem ao Governo que explique a decisão de colocar estes edifícios à venda a "preço de saldo" e questionam se "vai ou não ser determinado o cancelamento desta escandalosa hasta pública" e defendem a "conversão dos edifícios públicos em habitações de promoção pública através do IHRU ".
O partido quer também saber que entidades foram contactadas pelo Governo para avaliar os edifícios e como é que o executivo explica que a "Estamo tenha validado uma tão aberrante avaliação para os imóveis e tenha prosseguido o processo de alienação desta forma".
"Vai ou não ser determinada a realização de um inquérito ao processo em causa para investigar os contornos das decisões tomadas e apurar responsabilidades? Vai ou não ser determinada a realização de uma auditoria às transações promovidas na Estamo, respeitante à forma como está a ser gerido o património edificado público, nomeadamente o edificado com aptidão habitacional?", questiona o PCP.
Entretanto ha “Não há razão nem desculpa para haver 160 mil imóveis vazios na AML” o que mostra a total disfuncionalidade do mercado habitacional a ter de ser regulado e a exigir o aparecimento de habitação publica e social