O Picadeiro Fest está de regresso ao Teatro São Luiz, em Lisboa, para uma segunda edição que promete transformar diferentes espaços do teatro num ponto de encontro entre algumas das linguagens mais inquietas e criativas da música contemporânea.

Entre 9 e 13 de setembro de 2026, o festival apresenta oito concertos de entrada livre, distribuídos pelo Largo do Picadeiro, pela sala Bernardo Sassetti e pela sala Mário Viegas.

Promovido pelo Teatro São Luiz, com curadoria de João Pereira e produção executiva da Robalo Music, o Picadeiro Fest aposta novamente numa programação eclética, construída a partir do cruzamento entre diferentes geografias, tradições, identidades e formas de criação musical.

Ao longo de cinco dias, o público poderá acompanhar propostas que vão da música comunitária e identitária à improvisação experimental, passando pelo jazz contemporâneo, pela guitarra a solo e por abordagens que desafiam as fronteiras entre composição, interpretação e criação espontânea.

Entre os projetos em destaque encontram-se as Batucadeiras das Olaias, cuja música parte de uma forte dimensão comunitária e identitária, e o Ensemble of Other Living Beings, que apresenta uma abordagem aberta e ritualística ao som e à criação coletiva.

Outro dos momentos do festival será REQUIEM, projeto que revisita e reinventa os códigos associados à música sacra, transportando-os para um território contemporâneo de experimentação artística.

A improvisação assume igualmente um papel central na programação. DUOT with Strings, com participação do ZARM Quartet, explora caminhos de improvisação radical e de interação entre músicos, enquanto o projeto trezedesenvolve uma pesquisa centrada nas possibilidades tímbricas e nas diferentes texturas do som.

O jazz contemporâneo estará representado pelo Quarteto de Gonçalo Marques, projeto que reúne músicos de diferentes percursos e geografias num diálogo entre composição e improvisação.

Norberto Lobo, uma das vozes mais singulares da guitarra portuguesa contemporânea, apresenta-se a solo, explorando um universo musical muito próprio, marcado pela liberdade criativa e por uma relação profundamente pessoal com o instrumento.

O trio RHIZOME completa esta viagem por territórios de improvisação coletiva, procurando novas formas de interação, construção e transformação musical em tempo real.

Mais do que uma sucessão de concertos, o Picadeiro Fest 2026 propõe uma experiência de escuta que coloca em diálogo tradição e contemporaneidade, memória e descoberta, estrutura e liberdade.

Num programa onde convivem diferentes estéticas e modos de pensar a música, o festival afirma-se como espaço de experimentação e encontro, dando palco a artistas que exploram novas possibilidades de criação e questionam permanentemente os limites do próprio som.

Durante cinco dias, o Teatro São Luiz transforma-se, assim, num verdadeiro laboratório musical aberto à cidade, convidando o público a descobrir novas linguagens e a experimentar outras formas de ouvir, sentir e compreender a música contemporânea.

Picadeiro Fest 2026
9 a 13 de setembro
Teatro São Luiz — Lisboa
Oito concertos | Entrada livre