Se houve progressos significativos em muitos países do Leste e Sudeste da Ásia, 42% da população da África subsariana continua a viver abaixo do limiar de pobreza e entre ela boa parte da população da CPLP…!
Hoje, mais de 780 milhões de pessoas vivem abaixo do Limiar Internacional da Pobreza (com menos de 1,90 dólar por dia). Mais de 11% da população mundial vive na pobreza extrema e mal satisfaz as necessidades mais básicas na esfera da saúde, educação e do acesso à água e ao saneamento.
Por cada 100 homens dos 25 aos 34 anos, há 122 mulheres da mesma faixa etária a viver na pobreza, e mais de 160 milhões de crianças a continuar na pobreza extrema até 2030.
Em 2016, quase 10% dos trabalhadores e famílias viviam com menos de 1,90 dólares por pessoa por dia.
A maioria das pessoas que vive abaixo do Limiar Internacional da Pobreza vive em duas regiões: a Ásia meridional e a África subsaariana.
As altas taxas de pobreza são frequentemente encontradas em países pequenos, frágeis e afetados por conflitos.
Estima-se que 600 milhões de pessoas ainda vivam em pobreza extrema em 2030, com 665 milhões em insegurança alimentar.
Mulheres, crianças e idosos são os mais afetados pelo risco de pobreza.
Em 2025, cerca de 20,9% da população da União Europeia (UE) estava em risco de pobreza ou exclusão social, com o número de pessoas nesta situação a descer para 92,7 milhões. Em Portugal, a taxa situou-se em 18,6%, abaixo portanto da média europeia. Os países com maior risco são Bulgária (29%), Grécia (27,5%) e Roménia (27,4%).
O risco é superior nas mulheres (21,9%) face aos homens (19,8%). O risco atinge 66,3% dos desempregados, mas apenas 10,9% dos empregados. Em 2025, 18,6% da população estava em risco.
No entanto, a taxa de trabalhadores pobres em Portugal (9,2%) é superior à média europeia, sendo a 9ª mais alta na UE.
Hoje a Luta Social alarga-se ativamente a varios campos gerados em parte pelo exarcebado industrialismo e consequente poluição e degradaçao da Natureza implicando as condições de vida das Pessoas e da Natureza em geral
O movimento ambientalista conseguiu impor transformações profundas em nossa sociedade e foi responsável por pressionar governos e instituições a procurar formas de minimizar o impacto humano na natureza, rever práticas produtivas e aprovar legislações. Conheça algumas:
A luta do movimento negro atravessa séculos, continentes e, em muitos lugares do mundo relaciona-se a uma resistência heroica ao imperialismo e colonialismo.
Do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas à resistência dos quilombos, passando pelas rebeliões no Caribe e nas Américas — como a Revolução Haitiana — o combate a escravidão marcou a história de um dos mais expressivos entre os movimentos sociais do mundo.
Após a abolição no século 19, a luta voltou-se para os direitos civis.
No século 20, nos Estados Unidos, os Panteras Negras criaram patrulhas armadas contra a violência policial e ações sociais criarsm cafés da manhã para crianças gratuitos e figuras como Rosa Parks, Martin Luther King Jr. e Malcom X sao ainda símbolos globais.
Já na África do Sul, Nelson Mandela liderou a luta contra o apartheid, sistema de segregação racial imposto pelo Estado.
O movimento operário nasceu com a revolução industrial século 18, num cenário de concentração de riqueza e exploração extrema.
Jornadas de trabalho de mais de 16 horas, trabalho infantil e ausência total de direitos marcavam a vida de milhões de trabalhadores.
A resposta veio em greves, paralisações e até sabotagens organizadas por sindicatos, que conquistaram a redução da jornada de trabalho a mmelhoria das condições de vids e o reconhecimento da organização coletiva
Ao longo dos séculos 19 e 20, o movimento operário desempenhou um papel central em reformas sociais, impulsionando direitos trabalhistas e promovendo melhores condições de vida. Embora as conquistas do movimento sejam frequentemente vítimas de ataques por parte de grandes empresários e setores políticos neoliberais, a luta dos operários tornou-se referência global de mobilização contra a desigualdade.
É um dos pilares da história dos movimentos sociais do mundo.
O avanço do neo liberalismo com uma lógica de flexibilização dos direitos trabalhistas e privatizações, enfraqueceu os direitos trabalhistas conquistados após décadas de luta.
As plataformas digitais faz retroceder os direitos dos trabalhadores do aplicativo, sem garantia de direitos e sem vínculo empregatício revelam um cenário de exploração similar ao da Revolução Industrial.
O capital continua concentrado em poucas mãos, mas o algoritmo se tornou o “diretor” da fábrica surgem assim novos movimentos sociais ao redor do mundo para combater essa lógica.
O movimento LGBTQI é marcada pela resistência de pessoas cuja existência foi, por séculos, criminalizada e silenciada. Relações homoafetivas foram perseguidas em diferentes culturas e identidades de genero dissidentes foram reprimidas, seja por normas religiosas, médicas ou legais.
A explosão do ativismo moderno ganhou força com a revolta de Stonewell em 1969, em Nova York, quando lésbicas, gays, pessoas trans e drag queens reagiram à violência policial. Nos anos 1980, a epidemia de Sida aprofundou o estigma, mas também impulsionou a mobilização por saúde e direitos.
O movimento feminista tem raízes profundas na busca por igualdade entre mulheres e homens.
No século 19, a primeira onda destacou-se pela luta pelo direito ao voto, conquistado em diferentes países ao longo das décadas seguintes.
No século 20, a segunda onda ampliou a a luta para questões como direito ao trabalho, autonomia sexual e igualdade jurídica.
Nos anos 1990, a terceira onda trouxe novas vozes e ampliou a diversidade de perspectivas, incorporando o debate sobre raça, classe e identidade de gênero.
Mais recentemente, o feminismo interseccional reforça que diferentes opressões se somam e moldam experiências únicas.
Em diferentes partes do mundo, o movimento contribuiu para transformar leis, instituições e práticas sociais, mas também enfrentou resistências de estruturas patriarcais profundamente enraizadas.
A história do feminismo mostra que a luta pela emancipação das mulheres sempre foi parte central das transformações sociais e culturais da humanidade.