A inexistência de uma Democracia Cristã em Portugal e o liberal Republicanismo 

Hino da Carta
.

Primeira estrofe
Ó Pátria, Ó Rei, Ó Povo,
Ama a tua religião,
Observa e guarda sempre
Divinal Constituição
Coro
Viva, viva, viva o Rei
Viva a Santa Religião
Viva, Lusos Valorosos,
A feliz Constituição
A feliz Constituição
Segunda estrofe
Oh com quanto desafogo
Na comum agitação
Dá vigor às almas todas,
Divinal Constituição
Coro
Terceira estrofe
Venturosos nós seremos
Em perfeita união,
Tendo sempre em vista todos
Divinal Constituição
…..
(hino escrito por Pedro IV / I do Brasil )

  1. O Republicanismo

O Templario reino que se transfigurou em Ordem de Cristo Imperio teve como ideologia dominante a vaticanista de cristã romana a catolica romana nunca democrata quase sempre autocrata e mistica e por isso dificilmente democrata cristã.

Portugal tem 9 seculos de dominante vaticanista, face a 104 anos liberais e cerca de 40 anos Republicanos,  ou 50 se considerarmos a fundação do Partido Republicano, 1876!

Nesse interim o reino perdeu o Imperio brasileiro e o Imperador IV de Portugal I do Brasil ( sim o que deixou em Portugal o catolico /liberal Hino acima que perdurou até à Revolução Republicana!).

E em 1890 o proprio reino ia-se perdendo por causa da ambiçao imperial que ja se tinha mostrado fragil na Conferencia de Berlim

O Projeto Mapa Cor-de-Rosa é uma invenção suicida para Portugal que inesperadamente começou a reivindicar a  soberania sobre territórios entre Angola e Moçambique (atual Zâmbia, Zimbábue e Malaui) logo após a Conferência de Berlim, sonhando consolidar a sua presença na região.

Este sonho ganancioso do mapa Cor de Rosa entrava em rota de colisão com um outro o britanico  "Mapa Vermelho", que queria  construir uma linha férrea de norte a sul da África do Cairo a Cabo.

Do conflito até militar levou ao Ultimatum de 1890 imposto a  11 de janeiro de 1890, pela Inglaterra a Portugal onde se exigia a retirada das forças militares portuguesas, sob pena de corte de relações diplomáticas e ate  guerra.

Sem mostrar qualquer vontade de resistir o Carlos rei fez Portugal ceder e com tal impôs  uma grave crise política, que levou à fragilizaçao  da Monarquia Constitucional,ao surgimento de um  sentimento antibritânico e sequente fortalecimento do pró movimento republicano que deu origem a n eventos de protestos e ao aparecimento do Hina A Portuguesa de com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil base do atual Hino de Portugal ainda que com adaptações menos anti britânicas

 

Eis  o poema original de 1890 (primeira estrofe e refrão):

I

Heróis do mar, nobre povo,

Nação valente, imortal,

Levantai hoje de novo

O esplendor de Portugal!

Entre as brumas da memória,

Ó Pátria, sente-se a voz

Dos teus egrégios avós,

Que há-de guiar-te à vitória! 

Refrão

Às armas, às armas!

Sobre a terra, sobre o mar,

Às armas, às armas!

Pela Pátria lutar!

Contra os Bretões marchar, marchar! 

 

Como vemos o ambiente anti monarquista nasceu por fragilidade da propria corte carlista que so pára na realidade a 5.10.1910 com a implantação da Republica!

Mas há uma data que virou Historica - o 31 de Janeiro de 1891!

  1. O 31.01.1891

Joao Chagas um dos lideres da Revolução Republicana do Porto definia-a como, “O mais luminoso e viril movimento de emancipação que ainda sacudiu Portugal no último século".

Foram  dezenas de soldados da cavalaria, infantaria, caçadores e guarda-fiscal da capital nortenha que, a partir das duas horas dessa madrugada de há 134 anos  anos, e ao som da Republicana A Portuguesa avançaram para o centro da cidade.

Acompanhados por numerosos populares, viram frustados, no cimo da Rua de Santo António, (dirigiam-se à Praça da Batalha, com o objectivo de tomar a estação de Correios e Telégrafos), o sonho da vitória.

O tiroteio implacável da guarda municipal, instalada nas escadarias da igreja de Santo Ildefonso, travou a marcha revolucionária, causando 12 mortos e 40 feridos, entre civis e militares. 

Os revoltosos seriam rápida e friamente julgados e condenados a bordo de navios de guerra, ao largo de Leixõe tendo sido  julgados 505 militares condenados a penas de  entre 18 meses a  15 anos de prisão ( nesta pena mais de duzentas pessoas).

Horas antes do morticínio, Alves da Veiga, um dos líderes da revolta, tinha feito, da varanda da Câmara, a primeira e histórica proclamação da República.

Numa revolução gorada, encontra-se sempre um sem número de explicações para a derrota. E - como conta Gaspar Martins Pereira em Da Liga Patriótica do Norte ao 31 de Janeiro - os próprios mentores da revolução o reconheceram. Sampaio Bruno admitia, meses depois, no Manifesto dos Emigrados do 31 de Janeiro, a imprevisibilidade de aspectos fortuitos, de cobardias e de traições.

Não se apontava, mas provavelmente pensava-se, na indiscrição e falta de tatcto político de Santos Cardoso, director do Jornal A Justiça Portuguesa, encarregado da ligação aos militares ou nas posições do Directório Republicano e na falta de solidariedade activa da Maçonaria.

Alves da Veiga e Basílio Teles eram, aliás, contrários à antecipação da revolta e tentaram, sem êxito, adiá-la.

Os sargentos tinham, no entanto, decidido avançar de imediato indo para alem das divergências no seio do Partido Republicano, aliadas a questões pessoais, como as existentes entre Homem Cristo e Santos Cardoso, diminuíram a base de apoio.

Cerca de dois meses antes do 31 de Janeiro, Teófilo Braga escrevia a Santos Cardosos e, invocando a façanha dos dirigentes portuenses na Revolução Liberal de 1820, mostrava-se convicto de que a revolução iria triunfar no Porto. "Se estivermos à espera do levantamento de Lisboa - dizia o futuro primeiro chefe de um governo republicano - nunca ele virá, porque esta gente aqui é timorata e cheia de conveniências, tem medo da polícia, da guarda municipal (...) além disso, os dirigentes são elementos velhos que tudo empatam. A revolução do Porto é que pode acordar esta gente...".

O movimento revolucionário político nortenho, liderado por destacados republicanos como Sampaio Bruno, Basílio Teles e João Chagas, cresceu rapidamente por força da grave crise económica e financeira e do profundo descontentamento popular perante as cedências do Governo e do Rei ao ultimato de 1890, que reclamava todo o território africano entre Angola e Moçambique.

O ambiente de exaltação revolucionária e patriótica no Porto foi exemplarmente traduzido pela Liga Patriótica do Norte, fundada a 26 de janeiro de 1890, logo a seguir ao ultimato. Presidida - a convite do monárquico Luís de Magalhães - pelo prestigiado poeta e socialista Antero de Quental, então radicado em Vila do Conde.

A LPN reunia monárquicos e republicanos, irmanados no repúdio ao ultraje inglês e na ambição de recuperação de um país mergulhado em grave crise política, económica e social. 

Portugal - proclama Antero - expia com a amargura deste momento de humilhação e ansiedade de quarenta anos de egoísmo, de imprevidência e de relaxamento dos costumes políticos, “quarenta anos de paz profunda que uma sorte raríssima nos concedeu e que só soubemos malbaratar na intriga, na vaidade, no gozo material, em vez de os aproveitar no trabalho, na reforma das instituições e no progresso das ideias".

Para o grande poeta - que após o fracasso do 31 de Janeiro regressa aos Açores, suicidando-se em Setembro de 1891 - o maior inimigo não era o inglês: " Somos nós mesmo, e só um falso patriotismo, falso e criminosamente vaidoso, pode afirmar o contrário. Declamar contra a Inglaterra é fácil: emendar os defeitos da nossa vida nacional será mais difícil (...) Portugal, ou se reformará, política, intelectual e moralmente, ou deixará de existir. Mas a reforma, para ser efectiva e fecunda, deve partir de dentro, do mais fundo do nosso ser colectivo: deve ser antes de tudo uma reforma dos sentimentos e dos costumes. enganam-se os que julgam garantir o futuro e assegurar a nacionalidade com meios exteriores e materiais, com armamentos e alarde de força militar ".

Guerra Junqueiro, outro grande poeta e militante da causa revolucionária, lança o desafio: "A revolução impõe-se. Hoje, quem diz pátria, diz república. Não uma república doutrinária, estupidamente jacobina, mas uma república larga, franca, nacional, onde caibam todos."

Dezanove anos depois, a república fez-se.

Tratou-se talvez da primeira iniciativa Carbonária isto é, em Portugal, da facçao mais radical dos Republicanos Maçons que teve as seguintes lideranças Republicanas,

  • Civis: Alves da Veiga (chefe civil), João Chagas, Sampaio Bruno, Basílio Teles, Aurélio da Paz dos Reis, Santos Cardoso e Miguel Verdeal.
  • Militares: Capitão António Amaral Leitão, tenente Coelho, alferes Rodolfo Malheiro e sargento Pedro Amaral Botto Machado
  1. Republicanismo e vaticanismo

O Republicanismo em Portugal foi sempre anti catolico ( ao contrario por exemplo do IRA da Irlanda) e maçonico num radicalismo que respondia ao autoritarismo radicalista fanatico do vaticanismo em Portugal sempre alinhado com as facçoes mais ultra conservadoras da elite imperial portuguesa

Anti liberal organizou-se até contra as veleidades anti vaticanistas dos liberais que cristao era pouco dado “à padralhada” e organizou-se até militarmente contra a Republica logo na Republica do Norte e assim continuou até à tomada solitaria e fascista do poder de Salazar

A dificuldade dos catolicos em se encontrarem massivamente na luta anti fascista e anti colonialista é demonstrada pela afirmação pouco mais que individual.

Em 1945, uns  poucos católicos apostam na democratização apoiando o MUD como  Francisco Veloso, antigo dirigente do Centro Académico da Democracia Cristã, de Coimbra, onde militara Oliveira Salazar, ou o Padre Joaquim Alves Correia, missionário espiritano, ou  José Vieira da Luz.

O Padre Abel Varzim fora afastado do lugar de deputado à Assembleia Nacional no final da legislatura de 1938 a 1942, por impossibilidade de ter eficácia nos seus alertas sociais, tendo depois os membros da Liga Operária Católica (LOC) abandonado os postos diretivos dos sindicatos nacionais de onde nao saiu uma unico luta socio reivindicativa .

Em 1946, o Padre Joaquim Alves Correia é exilado nos Estados Unidos depois de ter publicado no jornal «República» um artigo sobre a «noite sangrenta» de 1921 e a publicação do jornal «O Trabalhador», da Ação Católica Operária, é suspensa no mesmo ano.

Em 1950, o Padre Abel Varzim organiza em Lisboa o I Congresso dos Homens Católicos, a que assiste o Ministro da Justiça, Manuel Cavaleiro de Ferreira; que abandonará os trabalhos em virtude das intervenções críticas. Em 1951, Manuel Bidarra de Almeida será afastado da direção da Ação Católica, em virtude de uma intervenção contra a «situação» no Congresso Internacional Católico de Lisboa. Em 1953, Adérito Sedas Nunes e Maria de Lourdes Pintasilgo protagonizam o Congresso da JUC em que o movimento conhece uma profundíssima renovação, com consequências no «compromisso social» e na realização de inquéritos sobre a situação dos portugueses.

Em 1955, o I Congresso da JOC suscita suspeitas e desconfianças, uma vez que o regime teme que Abel Varzim se prepare para fundar o Partido Democrata-Cristão – por isso, a censura recebe orientações para fazer passar despercebida a iniciativa na imprensa.

Em 1956, João Salgueiro é eleito presidente da JUC e é criado o jornal «Encontro» e diversos membros da JUC contestam, em Coimbra e Lisboa, o Decreto-Lei 40.900, de 12 de Dezembro, por restringir os direitos das Associações de Estudantes.

A denúncia prolongar-se-á, envolvendo o futuro Presidente Geral da JUC, João Bénard da Costa (1957-58) e Carlos Portas, Presidente da Associação de Estudantes de Agronomia e Presidente diocesano da JUC.

É o tempo em que o «Encontro» ganha protagonismo crítico – sendo Pedro Tamen chefe de redação e envolvendo Nuno Cardoso Peres (que viria a professar como dominicano, Frei Mateus Peres, O. P.), Cristovam Pavia, Nuno Bragança, Nuno Portas, José Domingos Morais, José Escada e M. S. Lourenço.

Pode dizer-se que, a partir do ano emblemático de 1958, António Alçada Baptista deu, nos meios culturais (demarcando-se do jacobinismo e do comunismo), com a Livraria Morais e depois com a revista «O Tempo e o Modo», um pequeno contributo para o findar  da chamada «frente nacional» de Salazar, no quente ambiente da candidatura presidencial do General Humberto Delgado, e, na Igreja Católica, o memorando do Bispo do Porto dirigido ao Presidente do Conselho.

Enfim, referiramos  o papel desempenhado pela Livraria Moraes. António Alçada Baptista lançou, exatamente em 1958, o projeto renovador da Moraes, que acompanhará as profundas mudanças que se verificavam e anunciavam. Tratou-se de criar um movimento de opinião centrado em leigos católicos (com apoio de alguns clérigos) no romper com a cumplicidade da Igreja Católica em relação ao regime de Salazar. Ao contrário do que muitas vezes se pretende a ideia fundamental de António Alçada Baptista não tem a ver com a criação de um Partido Democrata-Cristão e  basta ler-se os textos publicados nas coleções «O Tempo e o Modo» e «Círculo do Humanismo Cristão» estando em causa algo de muito diferente – o que altera totalmente a ideia de que Alçada Baptista viu derrotado o seu projeto político pois o que desejava era encontrar uma convergência de movimentos e opiniões que permitisse uma transição pacífica de contornos abertos e cosmopolitas, segundo a lógica das democracias ocidentais.

Vacuidades…

Aquando da fundação de «O Tempo e o Modo», Mário Soares, Salgado Zenha e Jorge Sampaio participam.

E Mário Soares pretendia que AAB fosse a personalidade aglutinadora de uma corrente política democrata-cristã – no entanto esse entendimento deparava com a posição contrária do próprio António Alçada Baptista e da maioria dos seus companheiros (para quem não deveria haver uma política cristã, mas cristãos livres, sem movimentos confessionais, na política).

  1. O derrotismo catolico vaticanista

O  poema de Ruy Belo, que diz: «Nós os vencidos do catolicismo / que não sabemos já donde a luz mana / haurimos o perdido misticismo / nos acordes dos carmina burana // Nós que perdemos a luta da fé / não é que no mais fundo não creiamos / mas não lutamos já firmes e a pé / nem nada impomos do que duvidamos» é a confissao da derrota…

nos doloridos poemas de Ruy Belo da fase final que dirá, profeticamente: «a história do catolicismo português atual, a fazer um dia, não pode deixar de ser uma história dolorosa». Aliás, a afirmação «não é que no mais fundo não creiamos» apesar do Padre José Felicidade Alves, de modo diferente, demarca posições face ao fascismo. Nada poderia continuar na mesma. Compreende-se que, por essa época, a ‘crise da Igreja’ e até mesmo a ‘crise da civilização’ (P. Manuel Antunes) fizessem parte do léxico dos católicos que ousavam adotar um pensamento crítico».

É o tempo do «aggiornamento» que levará ao Concílio Vaticano II e que coincidirá com o progressivo «descomprometimento» da Igreja Católica com o Estado Novo.

No Concílio intervêm D. António Ferreira Gomes e D. Sebastião Soares de Resende.

Em 1959, diversos católicos (como Manuel Serra) participam na tentativa de golpe da Sé. Recordem-se, aliás, o documento de Francisco Lino Neto «Considerações dum Católico sobre o Período Eleitoral» (Junho de 1958), os abaixo-assinados de 1959 e o «manifesto dos 101» (de Outubro de 1965).

Sao ainda assim textos fundamentais sobre a necessidade da democratização, sobre a polícia política e sobre a autodeterminação dos povos de África.

A ida do Papa Paulo VI ao Congresso Eucarístico de Bombaim (1964) inicia a crise com o vaticanismo.

Em 1965, o fecho da Sociedade Portuguesa de Escritores leva a que o CNC, sob a presidência de Sophia de Mello Breyner, acolha os autores espoliados da sua associação.

Nasce entretanto o «Direito à Informação» (com Maria Natália e Nuno Teotónio Pereira, António Jorge Martins e Frei Bento Domingues), e verifica-se que são os cristãos a colocar com maior ênfase a questão colonial e a autodeterminação… «Tenho uma dor chamada Portugal / país defunto talvez unto para nações vivas / Portugal meu país de desistentes / terra mordida por soares dos reis / por antero camilo ou trindade coelho / Suicidou-se nestes homens o país / um país de província Portugal…».

Assim se exprime Ruy Belo.e António Alçada sublinha a contradição dramática: «Falou-se então na morte de Deus. Na verdade, era necessário que esse Deus morresse porque estava a tomar o lugar de um outro que se confundia com o mistério da nossa liberdade que é também a consciência de enfrentar um mistério que é a essência do novo Deus que se anunciava»… Jorge Revez procura dar-nos a chave do que, para si, está em causa, unindo os temas ligados: «o vencidismo desses católicos foi, provavelmente, o resultado ou a expressão de um processo de deslocação cuja movimentação principal seria a da secularização, em que, inconformados com a estrutura religiosa de que faziam parte e face às novas dimensões da experiência humana com as quais vinham contactando, optaram pela rutura». Quando Sophia de Mello Breyner Andresen diz na vigília da Paz de 1969 «vemos, ouvimos e lemos não podemos ignorar», é o alerta em nome da liberdade que se ouve. Estamos perante a recusa do fatalismo. O «rompimento é também, em última análise, uma busca de autenticidade na vivência de uma fé que muitas vezes não se esvaziou por completo, apesar do anterior denominador comum, a igreja, nos finais dos anos 60, ter perdido a sua capacidade mobilizadora e envolvente no quadro da experiência religiosa». O fenómeno é, assim, amplo, tendo a ver com a secularização e com a modernização (política e social) do País, mas também de um nova exigência de espiritualidade e de defesa da dignidade da pessoa humana. Estamos diante de uma Igreja em busca de recomposição.

  1. O 25.04.74 e a democracia cristã

O 25 de abril de 1974 expõe uma direita cristã sem liderança e sem rumo desconhecendo a tradição anti nazi e anti fascista democrata cristã e nem se preocupando em a estudar e em com ela integrar-se facilmente no regime democrático e daí os MDLP’s, os ELP ‘s os mariadafonte e o assassinato do padre Max e entre 1975 e 1976, estes movimentos de extrema-direita em Portugal realizaram mais de 600 atentados, bombas e incêndios, visando pessoas e partidos de esquerda no contexto do PREC.

Algo que nos 50 anos do 25.11.75 foi esquecido!

Hoje vivemos uma segunda volta entre o reformista Antonio José Seguro e o fascista Ventura

Pela segunda vez a direita o reformismo e a Esquerda junta-se em volta da Democracia dando sinais de alguma relativa maturidade democrática!

O centrista Pires de Lima diz,

. “Que relevância tem a posição formal da direcção do CDS, que não se distingue da do PSD ou da IL, quando Paulo Portas, Lobo Xavier, Mota Soares, Cecília

Meireles, Assunção Cristas ou Diogo Feio já declararam, enfaticamente, o

seu voto em António José Seguro?”, anunciando estranhamente que “o pai espiritual do CDS é Paulo Portas, as pessoas que votam CDS querem saber o que pensa Paulo Portas”, esquecendo os Fundadores Freitas do Amaral e Amaro da Costa

Diz ele que “hoje, no CDS,

há um líder que alberga posições mais conservadoras”, pelo que é admissível que “tenha di culdade em apoiar um candidato humanista, mas que vem do socialismo”.

Considerando que o CDS “tem ainda pessoas de pendor liberal e humanista, que podem não estar a gostar do que estão a ver”,

lembra que “o CDS sempre albergou uma frente superconservadora, por

vezes até saudosista”.

E conclui que “a que não migrou para o Chega pode sempre rever-se nas bravatas do líder

parlamentar”, advertindo que “já não são é muitos”. ( publico)