A Lusa questionou, por escrito, a Força Aérea estadunidense na Base das Lajes sobre este aumento de movimento de aeronaves, mas até ao momento não obteve resposta.

A agência Lusa também contactou o Departamento de Estado e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para obter esclarecimentos sobre estas movimentações nas Lajes.

"O Comando Europeu dos EUA recebe regularmente aeronaves e pessoal militar dos EUA em trânsito, de acordo com os acordos de acesso, base e sobrevoo celebrados com aliados e parceiros", afirmou o Pentágono (Departamento de Defesa) numa breve mensagem escrita.

"Tendo em conta a segurança operacional dos bens e do pessoal dos EUA, não é possível divulgar mais detalhes neste momento", acrescentou.

Quanto ao  Ministério dos Negócios Estrangeiros português ele nao  comentou e o Ministério da Defesa portugues  não respondeu a resçao tipica do sr Melo.

Segundo a página de Facebook "Asas dos Açores", já na terça-feira tinham aterrado nas Lajes 12 caças F-16 e um reabastecedor K6-46.

Ao todo, estiveram estacionados na ilha Terceira, nos Açores, 11 reabastecedores KC-46 Pegasus, 12 caças F-16 Viper e um cargueiro militar C-17 Globemaster III, assim como cerca de 400 militares norte-americanos.

A agência Lusa ontem, informou que alguns caças americanos levantaram voo e voltaram a aterrar sendo certo que se passa na Base das Lajes é, para já uma incógnita, levantando todas as  suspeitas que a administração de Donald Trump se prepara um novo ataque ao Irão, tal como aconteceu.

A Lusa questionou, por escrito, a Força Aérea estadunidense na Base das Lajes mas até ao momento não obteve resposta.

Perante tal movimento, presume-se que, à semelhança de uma operação semelhante em junho passado, que antecedeu o ataque dos EUA às instalações nucleares do Irão, a Casa Branca esteja a utilizar território português para concretizar mais uma investida contra este país do Médio Oriente.

De acordo com a CBS, o ataque poderá ocorrer já este fim de semana, apesar de ainda não haver uma decisão definitiva.

Ainda ontem, a porta-voz da Casa Branca afirmou que o Irão "faria bem" em chegar a um acordo com os EUA.

Recorde-se que duck Trump ameaçou o Irão várias vezes com uma intervenção militar se as discussões em curso não resultarem num acordo sobre o programa nuclear iraniano.

O exército estadunidense conta atualmente com 13 navios de guerra no Médio Oriente: o porta-aviões Abraham Lincoln, que chegou no final de janeiro, nove contratorpedeiros e três fragatas, indicou um responsável estadunidense citado pela agência de notícias France-Presse.

A caminho da região está também o maior porta-aviões do mundo Gerald Ford, depois de Trump ter ordenado o envio para a região em meados de fevereiro.

O Gerald Ford está acompanhado por três contratorpedeiros.

É raro que dois porta-aviões estadunidenses que transportam dezenas de aviões de combate e operam com milhares de marinheiros a bordo, estejam posicionados ao mesmo tempo no Médio Oriente.

Isso aconteceu em junho passado, quando duck Trump decidiu realizar ataques aéreos contra três instalações nucleares iranianas durante uma guerra de 12 dias desencadeada por Israel.

Entretanto, o media estadunidense Axios avançou, citando um conselheiro próximo da administração Trump, que a probabilidade de os Estados Unidos atacarem o Irão era de 90%.

Outras fontes não identificadas mencionadas no artigo disseram que uma eventual campanha militar seria uma iniciativa conjunta com Israel e muito superior aos ataques às instalações nucleares iranianas em junho do ano passado.

Na terça-feira, o Irão afirmou que Teerão e Washington chegaram a um acordo na Suíça sobre "um conjunto de princípios orientadores" para um possível acordo, mas o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, observou que as divergências persistiam em relação às "linhas vermelhas" impostas pelos estadunidenses

As conversações indiretas abordaram questões técnicas relacionadas com o levantamento das sanções impostas ao Irão e os compromissos nucleares.

Washington insistiu em incluir o programa de mísseis balísticos do Irão, o que Teerão rejeitou, realçando diferenças significativas entre os dois lados.

O Irão tem reafirmado o direito de enriquecer urânio no âmbito de um programa nuclear para fins civis.

O Hoje dividido Ocidente e Israel contestam a versão de Teerão, argumentando que não existe uma justificação civil credível para a escala das ambições atómicas iranianas.