Claro que no tal power point as figurinhas da extrema direita e do Centrão estavam em segundo plano quando sao elas o foco do escandalo
Nas redes sociais, muito utilizadores entre , políticos e jornalistas fizeram um associação entre o poeer point exibido agora pela media do Grupo Globo e a apresentação do Power Point de Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato, que, em 2016, atribuia todos os supostos crimes a um só suposto mandante: o presidente Lula (PT).
O deputado federal e ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social Paulo Pimenta (PT-RS) publicou um vídeo reagindo ao Power Point feito pela GloboNews. Pimenta classificou o episódio como “muito grave”.
“É muito grave o que a Rede Globo fez, o novo Power Point. Sinceramente, eu achei que depois do Power Point do Dallagnol, a gente não teria tão cedo outra tentativa tão grotesca de manipulação da opinião pública através da criação de uma narrativa com um Power Point”, disse.
“Não aparece o Bolsonaro, não aparece o Campos Neto, ex-presidente do Banco Central e figura-chave no Caso Master, não aparece o Tarcísio. O cunhado do Vorcaro, Fabiano Zettel, era o operador financeiro do esquema do Bolso-Master. As duas campanhas que mais receberam dinheiro dele na última eleição foram as campanhas do Bolsonaro e do Tarcísio”, completou Paulo Pimenta.
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) definiu a arte da GloboNews como “pior do que o PowePoint do Dallagnol na Lava Jato”. “Acho que a Globo está com saudade da Lava Jato, da ditadura, do autoritarismo”, disse o parlamentar em um vídeo publicado nas redes sociais.
“O presidente Lula não tem nada a ver com Vorcaro. Ele se reuniu com ele uma vez, e o presidente pediu ao Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, que fizesse uma análise técnica e, como resultado, o Galípolo liquidou, mandou fechar o Banco Master, que estava cheio de roubalheiro que veio do governo Bolsonaro”, completou Rogério Correia.
A deputada federal Jandira Feghali (PC do B-RJ) publicou um vídeo, nas redes sociais, em que manifesta “indignação” com o PowePoint. ” O que a Globo fez com esse PowerPoint tentando colocar Lula no centro do caso Master é uma distorção grave, que desrespeita a inteligência e a memória do povo brasileiro”, publicou Jandira.
“Omitiram nomes, esconderam responsabilidades e tentaram reescrever a história para criar um clima artificial de perseguição, igual ao que já vimos lá atrás. Eu repudio essa manipulação e reafirmo: a verdade precisa prevalecer, e nós vamos enfrentar qualquer tentativa de transformar mentira em narrativa política”, completou a parlamentar.
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) também criticou o que chamou de “desserviço jornalístico da Globo News na tentativa de vincular o presidente Lula ao Banco Master”. “Esse PowePoint que envolve o presidente Lula vai para o lixo dos PowePoints dessa natureza”, afirmou.
O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) também se manifestou sobre este caso da GloboNews.
Numa publicação na rede social ‘X’, escreveu que “a mídia não vai descansar enquanto não envolver o governo Lula nas fraudes de Daniel Vorcaro”.
“QUE FEIO, GLOBO NEWS! A mídia não vai descansar enquanto não envolver o governo Lula nas fraudes de Daniel Vorcaro. Esse power point exibido pela Globo News é uma VERGONHA! Não há nada nas investigações que envolva qualquer membro do governo! A Globo sente falta das artimanhas da Lava-jato para incriminar Lula!”, escreveu Ivan Valente.
O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT) também fez uma publicação no ‘X’ criticando o “PowerPoint” da Globo. “Isso tá pior que a farsa de Moro e Dallagnol”, escreveu.
“CRIMINOSO! Globo News ACABA de SOLTAR um PowerPoint CRIMINOSO para LIGAR o presidente Lula ao ESQUEMA do BOLSOMASTER. Isso tá PIOR que a FARSA de Moro e Dallagnol! SEM GOLPE, SEM MANIPULAÇÃO”, escreveu o vereador.
O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) também fez uma publicação nas redes sociais ” A ilustração ‘explicativa’ exibida pela GloboNews atacou o governo Lula e o PT, enquanto omitiu deliberadamente nomes como Jair Bolsonaro, Campos Neto, Tarcísio de Freitas, Cláudio Castro e Ibaneis Rocha”, escreveu.
“Trata-se de um enquadramento seletivo que distorce a compreensão do caso e direciona a interpretação do público. Isso não é jornalismo, é prática criminosa de manipulação da informação”, completou.
Tambem os jornalistas se pronunciaram e a jornalista Neide Duarte, durante muitos anos repórter especial da Globo, fez uma publicação, na rede social Instagram, em que criticou o quadro no estilo Power Point feito pela GloboNews no programa Estúdio I. “Dia da vergonha”, definiu a jornalista”.
“Acredito que a editoria que mandou fazer essa cartolina esqueceu vários nomes principais dessa história. Por exemplo, Roberto Campos Neto, o ex-presidente do Banco Central, foi na época dele que tudo começou; Tarcísio de Freitas, que recebeu 2 milhões de reais de Vorcaro; Jair Bolsonaro, que recebeu 3 milhões de reais de Vorcaro; Ibaneis Rocha, governador de Brasília, que quis comprar o Banco Master através do Banco de Brasília para salvar Vorcaro; Claudio Castro, governador do Rio, que investiu bilhões do fundo de previdência dos funcionários públicos do Rio em papéis podres do Master”, escreveu.
Neide afirmou que este poeer point ser exibida pela “emissora que um dia teve orgulho de dizer que tinha um padrão de qualidade é jogar na nossa cara, telespectadores, a falta de respeito que têm por nós”. “Esse episódio aceita vários nomes, menos o de jornalismo”, publicou.
“Dia da vergonha na Gnews. Os tios dos churrascos e as tias do zap também sabem fazer jornalismo desse jeito”, completou.
Nos comentários da publicação de Neide Duarte, o jornalista Ari Peixoto, que trabalhou por 34 anos na TV Globo, também fez críticas ao PowePoint da emissora. Segundo Ari, a Globo “se tornou uma arma política, quase um partido autônomo, dirigido por gente ressentida pelas derrotas sucessivas para os candidatos da esquerda”.
“Preparem-se. Cenas como esta, aliadas à IA, serão muito comuns até outubro. O power point da lava a jato vai parecer desenho de criança do jardim de infância”, completou o jornalista.