O deputado Nuno Fazenda do PS considera que o relatório apresentado na última quinta-feira demonstra que o atraso da execução da bazuca é cada vez maior.
"Quando o Governo da AD entrou em funções, herdou um PRR de acordo com a Comissão Europeia, que estava acima da média da União Europeia e que Portugal não era um motivo de preocupação. Dois anos depois, o que nós temos é um agravamento do PRR. E deixe-me dar-lhe dois ou três exemplos. No campo da análise, nós temos avisos lançados pelo atual Governo que demoram mais de um ano a tomar uma decisão sobre os projetos candidatados. Nós temos entidades promotoras que aguardam há vários meses pedidos de pagamento. Portanto, há atrasos nos pagamentos. Aliás, o próprio relatório dá conta disto, de um agravamento dos pagamentos aos promotores. E há mesmo projetos concluídos pelos promotores que, em alguns casos, é só mesmo abrir", disse Nuno Fazenda à TSF.
O PS quer mais explicações do coordenador nacional do PRR: "Nós temos um relatório que foi tornado público e achamos que agora devemos ouvir para que os grupos parlamentares estejam mais munidos de informação, para que aquilo que se venha a questionar o senhor ministro seja com base em informação mais apurada. Parece-me que isso é mais correto que assim seja, para uma maior credibilidade e transparência, porque também os senhores deputados devem fazer as perguntas com base na informação mais apurada possível. O relatório existe, mas a nossa opinião é que ouçamos agora o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento e, de seguida, o senhor ministro da Economia para explicar estes atrasos."
O PS quer ouvir o próprio ministro da Economia e Coesão, Manuel Castro Almeida, na Assembleia da República.
"Nós temos isso já em agenda, para que o ministro da Economia possa vir ao Parlamento prestar explicações perante um relatório independente, factual e que retrata um cenário muito preocupante de agravamento da execução do PRR. E, portanto, é a nossa intenção chamar também o ministro da Economia para prestar esclarecimentos após esta audição da Comissão Nacional de Acompanhamento", refere.