Quando o mundo ficou sem contrapesos: desigualdade global, riqueza concentrada e ativos congelados
Do colapso da URSS à financeirização da política internacional, uma leitura de longo prazo revela como a concentração extrema da riqueza, o bloqueio de bens soberanos e a erosão da ética institucional moldaram um planeta mais desigual e instável
Antonio de Sousa
Comentador/Analista político
O Estrategizando nunca foi pro sovietico, pelo contrario, mas uma leitura de longo prazo mostra como o suicidio da URSS foi bem danoso para s generalidade das e dos cidadãos no Mundo
Assim a distribuição da riqueza no mundo de 1990 a 2025 apresenta uma concentração crescente no topo, com o 1% mais rico a controlar uma parcela cada vez maior, enquanto que os 50% mais pobres estagnaram em cerca de 2% da riqueza global desde os anos 2000, evidenciando o aumento da desigualdade em 30 anos, com o 1% mais rico detendo mais do que os 90% mais pobres em 2025, segundo dados recentes.
Crescimento da Desigualdade (1990-2025)
- Os Ultrarricos Dominam: A riqueza cresceu muito mais rápido para os mais ricos; a fatia do 0,001% mais rico subiu de 3,8% (1995) para 6,1% (2025).
- Estagnação dos Pobres: A metade mais pobre da população mundial manteve sua parcela de riqueza em torno de 2% desde o início dos anos 2000, apesar de um leve avanço no fim dos anos 90.
- O 1% vs. os 90%: Em 2025, o 1% mais rico detém mais riqueza do que os 90% mais pobres combinados, segundo o Relatório Mundial da Desigualdade 2026.
Dados Chave de 2025 (Estimativas)
- Top 10%: Detêm cerca de 75% da riqueza global.
- Top 1%: Detém quase metade de toda a riqueza mundial, enquanto os 50% mais pobres ficam com cerca de 1,1%.
- Impacto: Essa concentração de riqueza também alimenta desigualdades climáticas e de resultados, com os mais ricos emitindo muito mais CO2.
Contexto Pós-Pandemia e Anos 90
- A concentração de riqueza foi intensificada pela pandemia de COVID-19, com o 1% mais rico capturando 38% da riqueza global produzida entre 1995 e 2021, enquanto os 50% mais pobres ficaram com apenas 2%.
- Políticas como impostos progressivos e transferências de renda tiveram um papel na redução da desigualdade em algumas regiões (Europa, América do Norte), mas a tendência geral é de agravamento.
Ora em acumulo o confronto interpotencias ao nao ser gerido pelo dialogo levou a que a Russia tenha cerca de 300 biliões de euros em ativos congelados, e aproximadamente 210 biliões de euros sob jurisdição dos Estados-membros da UE.
O restante estará distribuído entre os EUA, Japão, Reino Unido, Suíça e Canadá.
De realçar do total, 60% se concentram numa instituição financeira begla, a Euroclear, que rejeita a libertação dos recursos para a Ucrânia por razoes legais
Entretanto o encarregado de negócios do governo da Venezuela no Equador, Pedro Sassone, afirmou nesta sexta-feira que o país tem mais de US$ 140 biliões bloqueados em bancos no exterior.
Nada como recordar o escandalo que foi com as Trinta e uma toneladas de ouro numa disputa legal entre o Banco Central da Venezuela (BCV) e o Banco da Inglaterra, o banco central britânico.
Os lingotes de ouro, com valor equivalente a US$ 1 bilião, estão bloqueados nos cofres da banco britânico e pertencem à Venezuela, que agora quer vendê-los e usar os fundos para combater a pandemia do coronavírus, segundo afirma o governo do presidente Nicolás Maduro.
Nao conseguiram!
Muito ético nao é o Banco de Inglaterra?