O acordo inclui o movimento xiita libanês Hezbollah, que assegurou que respeitará a trégua, se Israel suspender totalmente as hostilidades.

Trump disse  esperar que o grupo "se comporte bem e de forma adequada durante este importante período".

O Irã afirmou na sexta-feira que, "em conformidade com o cessar-fogo no Líbano", o Estreito de Ormuz, o canal de navegação petrolífera mais movimentado do mundo, foi "declarado completamente aberto".

Eis o que sabemos sobre a trégua.

Os termos do acordo especificam que o cessar-fogo terá duração de 10 dias, com a possibilidade de ser "prorrogado por mútuo acordo" caso as negociações apresentem sinais de progresso.

E,

  • Israel mantém o seu "direito de tomar todas as medidas necessárias em autodefesa, a qualquer momento, contra ataques planejados, iminentes ou em curso".
  • O Líbano deve tomar "medidas significativas" para impedir que o Hezbollah e todos os outros "grupos armados não estatais rebeldes" realizem ataques contra alvos israelenses.
  • Os envolvidos reconhecem que as forças de segurança do Líbano têm responsabilidade exclusiva pela segurança do país.
  • Israel e Líbano solicitaram que os EUA continuem a facilitar novas negociações diretas com o objetivo de "resolver todas as questões pendentes".

O comunicado acrescentou que a trégua foi um "gesto de boa vontade" de Israel, destinado a possibilitar "negociações de boa-fé para um acordo permanente de segurança e paz" entre as duas partes.

O presidente dos EUA convidou o primeiro-ministro israelita, Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, para uma reunião na Casa Branca para novas conversas.

Os líderes de Israel e do Líbano saudaram o cessar-fogo, com Netanyahu chamando-o de "uma oportunidade para se chegar a um acordo de paz histórico"ne onprimeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, espera que isso permita que aqueles que foram deslocados pelo recente conflito retornem para casa, enquanto o presidente Aoun afirmou: "Esta oportunidade não deve ser desperdiçada, pois pode não se repetir".

O Hezbollah também sinalizou a disposição de participar do cessar-fogo, mas afirmou que este deve incluir "uma paralisação completa dos ataques" em todo o Líbano e "nenhuma liberdade de movimento para as forças israelenses".

Questionado sobre o desarmamento, o líder sênior do Hezbollah, Wafiq Safa, disse à BBC: "Não até que haja um cessar-fogo adequado, um verdadeiro. Não até que Israel se retire."

Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irão, Abbas Araghchi, anunciou no canal X: "Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, está declarada a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz e está  totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo."

O secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou o papel dos EUA no acordo e instou todas as partes a "respeitarem plenamente" e "cumprirem o direito internacional em todos os momentos".

A presidente da Comissão Europeia, sempre a correr atras do sucedido Leyen, classificou o acordo como um "alívio", afirmando que a Europa continuará a "exigir o pleno respeito à soberania e à integridade territorial do Líbano".

Entretanto, o cessar-fogo de duas semanas entre o Irã e os EUA deve expirar em 22 de abril.

Apesar do acordo, Netanyahu afirmou que as tropas israelitas.  permaneceriam posicionadas a 10 km de profundidade (6,2 milhas) no sul do Líbano.

Estamos lá e não vamos embora", disse Netanyahu esta semana.

O ministro da Defesa de Israel havia dito anteriormente que a área ocupada se estenderia até o rio Litani, no sul do Líbano, a cerca de 30 km da fronteira com Israel.

Também afirmou que todas as casas em aldeias libanesas próximas à fronteira com Israel seriam demolidas.

Uma pesquisa da BBC Verify revelou que mais de 1400 edificios fossem destruidos por Israel no sul do Líbano.

O ministro da Defesa do Líbano afirmou que as declarações de Katz refletiam "uma clara intenção de impor uma nova ocupação do território libanês" e as Nações europeias, o Canadá e a ONU criticaram o anúncio de Israel.