A Espanha proibiu os EUA de usarem suas bases militares conjuntas em Rota e Morón para operações relacionadas com guerra com o Irão e o mimado duck Trump em furia declarou: "Vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos mais nada com a Espanha."
Na sua e da sua equipa duck Trump está a ignorar a estrutura legal que sustenta o comércio internacional na Europa.
Os EUA não comercializam com a Espanha como um Estado individual, mas sim com a UE, uma união aduaneira com uma política comercial comum.
Desde a criação do Mercado Únicoem 1993, as decisões sobre tarifas, acordos comerciais e medidas de proteção comercial dos Estados-membros estão sob a jurisdição exclusiva da UE.
Isso significa que as relações comerciais externas são geridas a nível europeu, e não a nível nacional.
Entretanto Sánchez subiu a parada com um pronunciamento transmitido em rede nacional , onde declarou enfaticamente a posição do governo espanhol: “Não à guerra”.
Nas redes sociais, ele também afirmou: “NÃO às violações do direito internacional” e “NÃO à ilusão de que podemos resolver os problemas do mundo com bombas”.
Note-se que as reações à guerra por parte de outros países europeus sao de um pergil bem mais baixo.
Do nosso ponto de vista nao é uma questao de política interna com a cultura política pacifista da Espanha, ou a dinâmica da coligação do governo de esquerda de Sánchez e os incentivos eleitorais internos contribuem para explicar a posição incomumente firme de Madrid
Sánchez no seu Nao à Guerra fez uma referência específica à guerra de 2003 no Iraque: “Há vinte e três anos, outra administração americana nos arrastou para uma guerra no Oriente Médio”, disse ele. “Uma guerra que, em teoria, dizia-se na época que visava eliminar as armas de destruição em massa de Saddam Hussein, trazer a democracia e garantir a segurança global, mas… desencadeou a maior onda de insegurança que nosso continente sofreu desde a queda do Muro de Berlim.”
E se em 2003, o primeiro-ministro espanhol direitista José María Aznar se juntou à coligação liderada pelos EUA para derrubar Saddam Hussein foi sob protestos massivos em todo o país e contribuiu em parte para a derrota de Aznar nas eleições de 2004.
O seu adversário, José Luis Rodríguez Zapatero, do Partido Socialista, que reaproximou as Espanhas da America hispanica fez campanha com a promessa de retirar as tropas do Iraque, o que cumpriu imediatamente após assumir o cargo.
Ora a guerra do Iraque moldou fundamentalmente a opinião pública espanhola em relação à intervenção militar no Oriente Médio, e seu legado explica o instinto de Sánchez de distanciar a Espanha da guerra do Irã.
A posição de Sánchez sobre a guerra no Irã também pode ser analisada à luz dos atuais desenvolvimentos políticos em seu país. Sánchez governa com o apoio de partidos de esquerda fortemente contrários à intervenção militar dos EUA. Apoiar Washington, ou mesmo facilitar a guerra por meio de bases americanas, poderia desestabilizar essa coligação.
Os resultados eleitorais recentes sugerem que a estratégia pode estar a ter boa aceitação entre os eleitores. Nas muito aguardadas eleições regionais em Castela e Leão, realizadas no domingo, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) de Sánchez aumentou a sua representação, conquistando dois assentos adicionais, apesar das sondagens indicarem que o partido poderia perder terreno significativamente.
Se Sánchez estiver certo, isso também justificaria a posição do governo espanhol em relação à Nato.
Em junho de 2025, a Espanha recusou-se a aumentar os gastos com defesa para atingir a meta de 5% proposta por Trump para a OTAN, o que gerou duras críticas do presidente estadunidense.
A disputa reflete uma realidade política mais ampla: o aumento dos gastos com defesa é impopular entre o eleitorado espanhol.
A postura da Espanha pode parecer e a resposta da Europa à guerra com o Irão está longe de ser unificada.
Grande parte dessa variação reflete as diferentes pressões políticas internas enfrentadas pelos líderes europeus.
Na Alemanha, o chanceler Friedrich Merz inicialmente evitou críticas diretas aos ataques dos EUA e, de modo geral, enfatizou a unidade transatlântica. Contudo, ele alertou contra um conflito prolongado e ressaltou que a Alemanha “não é parte desta guerra” e não deseja se tornar parte dela
O Reino Unido adotou uma postura igualmente cautelosa .
O primeiro-ministro Keir Starmer insistiu na clareza sobre os objetivos dos EUA e na justificativa legal antes de se comprometercom o apoio militar, enfatizando a diplomacia e a segurança marítima em vez do envolvimento direto no conflito.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, expressou preocupação com a legalidade da guerra, mas evitou uma condenação direta de Washington.
Ha pois uma resposta europeia fragmentada com os governos a ponderar as suas próprias restrições políticas internas.
Mas o certo é que as Espanhas nao estao a esquecer as suas raizes no mundo num tempo em que duck Trump se dedica a expulsar hispanicos dos EUA!