Não conseguindo o seu objectivo, passaram, então, a exigir a identificação dos presentes. (A PIDE a Actuar em Força! Ninguém calará a voz da classe operária).
Perante este acto de prepotência, autoritarismo e abuso de poder, o Partido apresentou, como é óbvio, mas sem qualquer ilusão, queixa na Procuradoria da República, requerendo a instauração do competente inquérito.
Se dúvidas houvesse, relativamente à protecção e defesa que a PSP tem por parte do Ministério Público, estas ficaram completamente dissipadas perante a resposta, melhor dizendo, a defesa que este apresentou a favor da actuação da PSP, de forma a arquivar a queixa, sem sequer ouvir as testemunhas apresentadas.
Assim, segundo a fundamentação do MP, ficou-se a saber que:
Portanto, para o MP qualquer cidadão pode ser intimado a identificar-se por um agente de “autoridade” em qualquer espaço público sem haver contra ele qualquer procedimento criminal ou mandado competente para tal efeito, agravando-se esta situação com a circunstância negativa de passarem os cidadãos identificados a constar de um ou mais registos semi-oficiais ou semi-existentes, criando-se assim uma espécie de cadastro informal susceptível de violar os legítimos interesses dos cidadãos em causa e claramente violador dos seus direitos de cidadania, Direitos Humanos, de personalidade e direitos de circular livremente nos espaços público do País sem ser interpelado injustificadamente;
Perante uma decisão tão indigna e chocante, o Partido tem de a denunciar, sabendo, de antemão, que esta é uma actuação própria do capitalismo (mesmo quando ainda tem as vestes de democracia) que cria as estruturas necessárias à sua sobrevivência, à continuidade do seu modo de produção, tentando destruir todos os que se lhe opõem e lutam por uma sociedade de iguais.
Morte ao capitalismo!