Trump veio anunciar  no  domingo, 3.08, que o seu enviado especial, Steve Witkoff, viajará a Moscovo uma vez mais ainda nesta semana, para retomar as negociações de paz sobre a guerra na Ucrânia. 

Para  Trump, a visita de Witkoff acontecerá  “provavelmente na quarta ou quinta-feira”.

A missão, de acordo com o presidente estadunidense, pretende atingir um cessar-fogo. “Sim, cheguem a um acordo em que as pessoas parem de ser mortas”, entendeu dizer  o presidente aos repórteres.

Trump revelou ainda que Moscovo havia “pedido” a visita de Witkoff mas até ao momento, o Kremlin não se pronunciou oficialmente sobre o encontro. Também não está confirmado se Witkoff será recebido diretamente pelo presidente russo, Vladimir Putin apesar dos dois já terem mantido reuniões anteriores na capital russa, sem que  essas conversas tenham produzido avanços.

Este encontro  sucede  entre uma crescente tensão diplomática, com Trump a aumentar a pressão sobre Moscovo para encerrar o conflito.

Trump  reduziu drasticamente o prazo original de 50 dias para negociações, fixando um ultimato de apenas 10 dias.

Caso um acordo de paz não seja alcançado até 8 de agosto, Trump  promete aplicar sanções economicas severas à Rússia, incluindo tarifas de 100% e as chamadas “sanções secundárias”, que atingiriam países parceiros de Moscou, como China e Índia.

Apesar das ameaças, Trump expressou ceticismo sobre a efetividade das sanções no caso russo. “Bem, haverá sanções, mas eles parecem ser muito bons em evitá-las. Sabe, eles são pessoas astutas e muito boas em evitá-las”, l, admitindo que as restrições economicas anteriores não surtiram o efeito desejado sobre o governo de Putin.

Para a Rússia, qualquer acordo deve reconhecer as “novas realidades territoriais” e  Putin reforçou que a neutralidade da Ucrânia e a renúncia à entrada na OTAN continuam sendo condições inegociáveis para a paz.

A Russia reforçou a sua perspectiva de que o conflito é uma “guerra por procuração” instigada pelo Ocidente.

Para a Russia os EUA insistem em impor termos unilaterais ao mesmo tempo em que mantém o envio de armamentos a Kiev. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou recentemente que a Rússia desenvolveu uma espécie de “imunidade” contra sanções, após anos de enfrentamento de restrições economicas impostas pelos EUA e seus aliados.