Terminado o casamento fui levado pela minha esposa cuidadora para a a unidade hospitalar mais proxima - a UPA, Unidade de Pronto Atendimento, dr Sergio Arouca, de Campo Grande.

Campo Grande, note-se  é um bairro periférico de Campinas que tem a população conforme o Censo 2022 do IBGE, de 1.139.047 habitantes.

É a 3ª cidade mais populosa do estado de São Paulo e a 14ª do Brasil, com uma área territorial de 794,57 km² e nao é uma cidade rica mas mesmo assim mais  de 16 mil famílias superaram a situação de pobreza entre 2022 e 2024, segundo a Prefeitura Municipal de Campinas

Chegado à UPA sentia-me zonzo, tremendo l com febre nao alta muito indisposto e muita e exasperante tosse.

Fui recebido igual a todos com simpatia,  situado entre uma dezena de pessoas de um extrato social visivelmente pobre.

Pessoal hospitalar, enfermeiros e médicos eram de todas as cores e feitios de jovenzinhas a quarentoes com, entre os mais idosos,  um medico cubano, um outro brasileiro e um de “filho e neto” de polacos entre os enfermeiros assisti à atividade de um profissional de mais idade e qualificação a receber 3 grupos de quatro jovens estudantes de enfermagem

Nao vi nao senti discriminação entre caucasianos, mestiços e negros, entre mais e menos jovens, entre diversas profissões e sobretudo entre profissionais e utentes!

Uma jovem utente com problema psiquiátrico cantava hinos religiosos, citava salmos, dizia-se abandonada pela mae e tentava superar o seu drama apoiando-se  na equipe de profissionais que retribuiam como se exigia.

Horários cumpridos por entre gestos de carinho, e respeito pelo sofrimento vivido pelo utente, da perna esfaqueada pela ciumenta mulher à senhora sofrendo dolorosamente de dengue (doença febril grave transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, comum em áreas tropicais e intensificada em épocas chuvosas), ao miudo viciado em crack, ao viviafobem cocaina, etc!

E em um enorme salao dividido por cortinas que separavam camas individuais

O cubano medico foi o primeiro a ver-me e à diagnósticar esta bronco pneumonia numa experiência de auscultaçao mostrando como os governos Lula / Dilma / Lula tinham razao em aproveitar e crescer com a experiência cubana ( que nem é de meu agrado em demasiadas circunstâncias)

Quase recuperado em 3 dias tive alta para ir ainda fazer tratamento  caseiro em mais outros  3 dias!

Mas como vêm nao era um ambiente espacial facil que culminava com uma larga varanda que mostrava um imenso espaço do Campo Grande Campinas

Mas o ambiente humano era relacionalmente rico e tal mostrava-se na capacidade de uso da técnica disponível com humanidade

Bem ao contrario do vivido na lisboeta saude onde arrogantes medicos ( e tambem nao poucos enfermeiros) se amarram a tecnologias para esconder a incapacidade relacional medicina utente !

Ah! O Turismo de Saude traz-nos inesperadas  vivencias e mostra-nos que ha muito a aprender por entre esta CPLP onde a Lingua portuguesa pode deve unir reforçar comunidades mesmo que  com dificeis passados.

Mas tambem com interessantes como podemos ver em Cândido Mariano da Silva (o sobrenome Rondon foi acrescentado posteriormente) que nasceu a  5 de maio de 1865 no atual Mimoso, distrito localizado no município de Santo Antônio de Leverger, no estado de Mato Grosso.

O seu  pai, Cândido Mariano da Silva, descendia de portugueses e espanhóis miscigenados com indígenas guanás, enquanto sua mãe, Claudina Freitas Evangelista, era descendente de índios terenas e bororos.

Conhecido como Marechal Rondon, foi um engenheiro militar e sertanista brasileiro, famoso por sua exploração de Mato Grosso e da Bacia Amazônica Ocidental e por seu apoio vitalício às populações indígenas brasileiras. Foi o primeiro diretor do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e estimulou a criação do Parque Nacional do Xingu.

O estado brasileiro de Rondônia recebeu esse nome em sua homenagem.

Ha uma História a aprender e ha um dia a dia a viver neste tempo onde surgem belas surpresas, como as que vivi na UPA- Campo Grande, Campinas!