O termo surgiu na França, em 1902, quando Pierre Biétry fundou federações sindicais financiadas pelo patronato para combater a influência dos "sindicatos vermelhos" (socialistas/revolucionários).
A cor "amarela" (ou jaune em francês) tornou-se sinonimo de fura-greves no final do século XIX, referindo-se a trabalhadores que ignoravam as paralisações organizadas pelos sindicatos de classe.
Os sindicatos amarelos defendem a harmonia entre capital e trabalho, o nacionalismo e a livre iniciativa, rejeitando métodos de confronto e são, muitas vezes, sindicatos de empresa, dominados ou influenciados indevidamente pelos empregadores, perdendo a sua independência.
Justifica-se recordar que esta provocadora frase é afirmada por Warren Buffett,: "Há uma luta de classes, tudo bem, mas é a minha classe, a classe rica, que está a fazer a guerra, e nós estamos a vencê-la"
Entretanto s UGT diz esperar que o capital acumulado pela Concertação Social ao longo das últimas décadas "não seja desperdiçado ou fragilizado com ataques que apenas revelam a não aceitação da legítima diferença"… algo que a ministra do trabalho e o sr Montenegro se recusa a entender
A UGT não faz qualquer referência explícita às palavras de Montenegro, que, na véspera, enquanto presidente do PSD no encerramento da 15.ª Universidade Europa, em Porto de Mós, Leiria, criticou os "sindicatos do século XX" e considerou que o país não precisa "de estruturas que funcionam com os enquadramentos do século XX, para serem competitivos no século XXI".
Na verdade a visao de negociar por negociar nao é solução em parte alguma do mundo
Historicamente as organizações operárias multiplicaram-se até aos finais do século XIX: em 1889, o seu número total elevava-se a 392, agrupando mais de 130.000 trabalhadores.
As associações de carácter estritamente sindical passaram de 24 (em 1876) para 135 (em 1903) e o número das associações operárias de socorros mútuos, de 65 para 590 durante o mesmo período.
Nesse periodo a tendência anarco-sindicalista ou sindicalista revolucionária era maioritária no seio do movimento operário português e em 1908, as associações de classe publicaram o seu primeiro jornal, "A Greve".
Em 1909, o I Congresso Sindical Cooperativo realizou-se em Lisboa, tendo terminado com uma cisão entre socialistas e. anarquistas.
No final de 1910, a instauração da República permitiu que as organizações de trabalhadores se afirmassem.
Após um período de lutas e de agitações sociais intensas, sindicalistas reformistas e anarquistas criaram, em 1914, a União Operária Nacional, a qual constituiu a primeira organização sindical confederal a nível nacional.
É neste contexto historico que devemos olhar para o comunicado da central sindical que refere que "a UGT tem assistido às declarações públicas de responsáveis políticos e parceiros sociais nos últimos dias" no findar das negociações das alterações à legislação laboral em sede de Concertação Social, na semana passada.
"A UGT deve recordar que a Concertação Social, enquanto espaço de construção de consensos e compromissos, é fundada na diferença de quem representa interesses diversos, ainda que não necessariamente divergentes", escreve a central liderada por Mário Mourão.
"A Concertação Social existe há décadas e tem sabido viver com e sem acordos em múltiplos processos negociais, mantendo um capital de confiança e de respeito institucional que permitiu sempre continuar a trabalhar em prol dos trabalhadores, das empresas e do país", nota.
A UGT promete continuar a desempenhar um papel no diálogo na Concertação Social, recordando "que o trabalho da Concertação Social não se esgota na legislação laboral" e apelando a que todos continuem "sentados à mesa com o objetivo de encontrar soluções para os problemas reais do país".
"É isso que se espera da Concertação Social. É esse o papel que a UGT continuará a desempenhar", garante.