Neste imbróglio o PSD foi quem mais sofreu até dado o candidato que foi o seu - Marques Mendes - ao ponto de hoje as vozes criticas às opçoes da direção do PSD sao mais que muitas desde o antigo ministro e vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD, David Justino, que nao teme em dizer que Luís Montenegro tem de "repensar muito seriamente" a sua estratégia para não ficar "dependente" do apoio do Chega:
"O grande problema é que, quando se dorme muitas vezes com o inimigo, o inimigo, à melhor oportunidade, mete-o de fora da cama"
E lá que estamos nessa via no canto PSD, estamos mesmo!
Para David Justino o PSD na segunda volta das eleições presidenciais tem à esquerda um "adversário" e à direita um "inimigo".
Carlos Carreiras o antigo dirigente do PSD e ex-presidente da câmara de Cascais à TSP entende a postura adotada por Montenegro para "assegurar condições" de governabilidade no país, considera que seria "uma precipitação" se no dia 8 de fevereiro o primeiro-ministro "manifestasse alguma orientação de voto" nao drixandi de referir que "não deixa de ser significativo" que várias figuras sociais-democratas e do CDS que lhe são próximas já se tenham colocado ao lado do candidato apoiado pelo PS.
Ja nas Esquerdas o sentimento de derrota imposto por Catarina Martins o Pinto ao Livre e ao Bloco de Esquerda (BE) é obviamente significativo assim como no PCP
Legislarivas 2025
PS 22,83% 1.442.194 Votos
L 4,07%; PCP-PEV 2,91%; qB.E.
1,99%
Presidenciais 2026
Angonio Jose Seguro 31,11%
1.754.919 votantes
Catarina Martins 2,06%
116.305 votantes
António Filipe 1,64%
92.589 votantes
Manuel João Vieira 1,08%
60.899 votantes
Jorge Pinto
0,68%
38.536 votantes
André Pestana da Silva
0,19%
Os resultados das presidenciais sao para estas facçoes das lusas Esquerdas uma triste e inutil derrota bem disfarçada pelo apelo o apelo ao voto em António José Seguro contra André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais.
"Na segunda volta nós vamos ter um confronto entre um candidato pela democracia e um candidato contra a democracia, e neste contexto o Bloco acha absolutamente inqualificável o silêncio das lideranças de PSD e IL", declarou José Manuel Pureza, em conferência de imprensa, na sede nacional do BE, em Lisboa.
O coordenador do BE acrescentou que "o Bloco evidentemente que não hesita e por isso mesmo os órgãos de direção do Bloco assumiram e aprovaram a posição de apelar ao voto em António José Seguro para derrotar André Ventura e para derrotar a extrema-direita nestas eleições presidenciais".
Quanto ao PSD e à IL, José Manuel Pureza considerou que a "recusa de tomada de posição" entre o antigo secretário-geral do PS António José Seguro e o presidente do Chega, André Ventura, acaba por "ser afinal a tomada de posição contra a democracia".
Em nome do seu partido, o coordenador do BE expressou uma "crítica muito veemente a essa atitude de equidistância entre o candidato da extrema-direita, o candidato contra a democracia, e o candidato pela democracia".
Na noite eleitoral de domingo, José Manuel Pureza, anunciou que iria propor o apoio à candidatura de António José Seguro à Mesa Nacional do BE, órgão máximo partidário entre convenções, que se reuniu entretanto, na segunda-feira à noite.
Num campo estritamente ideologico o PCP não hesita na escolha: “Esta é uma opção que exige de forma clara e evidente o voto contra a candidatura de André Ventura e que conduz ao voto em António José Seguro”,
Na verdade nao é impensavel que Antonio Jose Seguro se ancorado numa politica de unidade para as Democracias e com a retirada das candidaturas minoritarias pudesse ganhar as eleições à primeira volta mais facilmente que agora na segunda volta