Segundo a FCTUC, a solução encontrada resultou de um esforço articulado entre a Reitoria, os vários departamentos universitários e a comunidade académica, permitindo minimizar os impactos provocados pelas intempéries que afetaram diversos edifícios da instituição no início do ano.
Atualmente, as atividades do DARQ encontram-se repartidas entre vários espaços do Polo I da universidade, nomeadamente os Colégios de Jesus, São Bento e Artes, bem como os Departamentos de Matemática, Física e Química. Já o curso de Design e Multimédia foi transferido para o Departamento de Engenharia Informática, no Polo II da UC.
O Vice-Reitor para o Património, Edificado e Turismo da Universidade de Coimbra, Alfredo Dias, destacou a capacidade de resposta coletiva da instituição perante a situação. Segundo o responsável, a colaboração entre a FCTUC, a Reitoria e as diferentes unidades académicas permitiu garantir condições adequadas para estudantes, docentes e investigadores, mesmo perante os constrangimentos causados pelos danos estruturais.
Também o Diretor da FCTUC, Edmundo Monteiro, sublinhou o empenho e a resiliência da comunidade do DARQ, bem como o trabalho conjunto desenvolvido com o Gabinete Técnico da faculdade e a Reitoria para restabelecer rapidamente as condições necessárias ao funcionamento das atividades letivas e científicas.
Por sua vez, o Diretor do Departamento de Arquitetura, Luís Miguel Correia, reconheceu que os efeitos da depressão Kristin colocaram desafios significativos à universidade, obrigando à reorganização integral dos espaços destinados às aulas teóricas, práticas e laboratoriais dos cursos de Arquitetura e de Design e Multimédia.
Apesar das limitações temporárias, Luís Miguel Correia considera que o DARQ está progressivamente a regressar à normalidade, elogiando a paciência e a capacidade de adaptação demonstradas pela comunidade académica ao longo deste período.
Paralelamente à reorganização das atividades, arrancou também a primeira fase das obras de requalificação do Colégio das Artes, incidindo sobre a ala norte do edifício. O investimento ronda os quatro milhões de euros e integra um plano mais amplo de recuperação e valorização do património universitário.
A Universidade de Coimbra assegura que continuará a trabalhar em estreita articulação com a FCTUC e com o DARQ para garantir soluções duradouras e melhores condições de ensino e aprendizagem já no próximo ano letivo.