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Perante o aumento das desigualdades e a crescente contestação pelo direito à habitação, o Presidente da República reúne o Conselho de Estado a 2 de novembro, no Palácio de Belém. A iniciativa será antecedida por audiências com os partidos parlamentares, numa altura em que o chefe de Estado apela a um entendimento alargado para encontrar respostas urgentes e duradouras aos problemas sociais do país.
O deputado da Assembleia da República José Carlos Barbosa (PS) acusou hoje o presidente da Câmara do Porto de ser "O Pequeno Xerife", referindo-se à carga policial na Praça D. João I, que provocou vários feridos.
Paula Santos, líder parlamentar do PCP, congratulou-se com a abertura de uma auditoria aos contratos da rede feitos pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
No Porto, a retirada das tendas de quem protesta contra a crise da habitação reacendeu a contestação à atuação policial e municipal. Em Lisboa, cerca de 150 agricultores levaram ao Parlamento e à residência oficial de Luís Montenegro a exigência de 140 milhões de euros em apoios. Duas lutas diferentes, uma mesma pressão sobre quem governa.
Os dois primeiros entendem hoje, 09.10, que a proposta de Orçamento do Estado para 2027 do Governo PSD/CDS-PP não atende ao agravamento do custo de vida e privilegia os grandes grupos económicos.
Entre a autonomia europeia na defesa e as escolhas do Orçamento do Estado para 2027, permanece a exigência de respostas para quem vive com pensões insuficientes, salários apertados e serviços públicos sem meios.
O luso angolano e ex-dirigente do Partido Socialista (PS) Vítor Ramalho veio a terreiro defender que os socialistas não têm opção a não ser absterem-se na votação do OE2027.
“Que fez Montenegro? Destronou José Socrates. A diferença entre o crescimento da despesa e o da riqueza que a financia é a maior de sempre: 2,3 p.p. por cada ano do seu (des) governo nunca visto. Em 3 anos a despesa sobe 25% e a economia ( nominal) apenas 19%.”