Uma deputada que deveria ficar

Gabriela Canavilhas uma personalidade da Cultura e da política lusa informou nesta terça-feira Ferro Rodrigues presidente do parlamento a sua renúncia ao mandato de deputada pelo PS, para regressar às atividades de docência e também de pianista "de forma mais regular".

Na carta a que foi ministra da Cultura do segundo Governo liderado por José Sócrates diz o que irá fazer após abandonar o parlamento.

"A partir de 1 de setembro voltarei à vida privada, à vida cultural e académica, às funções de professora do ensino secundário - funções que suspendi em 2003 - e, eventualmente, à atividade pianística de forma mais regular".

Diz ainda “Há muitas formas de servir o nosso país, irei continuar a fazê-lo, como sempre fiz, mas através de outros mecanismos e com as armas da intervenção cívica e da cultura".

Ligada desde 2002 ao Partido Socialista, foi candidata à AR pelo círculo eleitoral dos Açores nesse ano e assume que a atividade artística é também um ato politico e social. A responsabilidade politica que advém da intervenção social - e a arte é intervenção social – obriga ao compromisso com o serviço publico e à responsabilidade social.

Na Assembleia da República centra a sua atividade agindo nas politicas da Cultura, da Educação e dos Negócios Estrangeiros, tem sido responsável por vários dossiers relevantes no setor cultural como a consignação de 5% do IRS individual dos contribuintes para as associações culturais, lei que liderou, assim como a defesa da manutenção da coleção de arte Miró em Portugal processo que liderou, o alargamento para 20 anos do período para a trasladação de personalidades importantes para o Panteão Nacional a isenção fiscal para doações a Museus da Rede Portuguesa de Museus, lei que liderou, legislação para o alargamento da TDT, legislação na área do cinema, a luta, pela continuação em Portugal da coleção Miró.

A AR perde uma deputada ativa e de Qualidade com essa decisão pessoal e que se respeita.

Nardia M.

Foto de destaque: cascais.pt

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